Debate acirrado com o retorno do vereador Renato Nunes na Câmara Municipal em Caxias do Sul - Política - Pioneiro

Relação29/06/2017 | 08h00Atualizada em 29/06/2017 | 08h00

Debate acirrado com o retorno do vereador Renato Nunes na Câmara Municipal em Caxias do Sul

Clima esquentou com posse de vereador no Legislativo

Debate acirrado com o retorno do vereador Renato Nunes na Câmara Municipal em Caxias do Sul Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Bueno (atrás) diz que Nunes ¿chegou para tumultuar¿  Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Desde o retorno de Renato Nunes (PR) ao Legislativo caxiense, no início do mês, o clima na Câmara de Vereadores mudou. A base do governo, que até então mantinha-se praticamente calada nas sessões diante das críticas da oposição maciça, ganhou um nome que não deixa passar batido nenhum ataque à administração do prefeito Daniel Guerra (PRB).

Com a chegada de Nunes, até os vereadores concordam que o governo tem uma nova liderança. Com perfil diferente de Chico Guerra (PRB), Nunes diz que não voltou para ocupar o posto do colega, de líder do governo:

– Eu nem poderia ser líder de governo, sou muito nervoso. O líder tem que ser mais apaziguador.

Nunes, de fato, se mostra mais enérgico. Mas destaca que não há nada de diferente em relação a legislaturas passadas, pois está acostumado a ser minoria. Ele chegou a ser da base do ex-prefeito José Ivo Sartori (PMDB), mas rompeu na eleição de 2012 para apoiar o PT.

Durante o governo do ex-prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT), Nunes, ao lado de Guerra, então vereador, foi dos principais opositores da gestão. Agora, ele reconhece as dificuldades na administração, mas diz que são heranças dos últimos governos. Para Nunes, a oposição tenta desmerecer o trabalho da prefeitura, porque seus representantes querem voltar ao poder daqui quatro anos:

– A crítica é bem-vinda, mas isso é perseguição, é mágoa, é ranço. Perderam cargos e agora precisam mandar gente para fora, para Gramado, Porto Alegre, Brasília.

Para Rafael Bueno (PDT), que tem se firmado como líder da oposição, embora essa função não exista formalmente, o prefeito deu um "jeitinho" em colocar Nunes na Câmara, chamando o titular da vaga, Elisandro Fiuza (PRB), para ser secretário municipal de Habitação.

– O governo se contradiz, porque ele (prefeito) disse que não ia chamar vereadores para ocupar cargos na prefeitura – lembra Bueno.

Além de criar uma nova bancada, a do PR, o retorno de Nunes, na visão de Bueno, também aliviou a tensão de Chico Guerra, que precisava defender o governo e não estava dando conta. Para o pedetista, Nunes chegou para tumultuar as sessões:

– Ele fala fora dos microfones, bate boca com os vereadores. A gente vê que ele quer puxar briga.

"Espantalho de horta"

Apesar de ter como característica ser mais calmo, Chico Guerra, que é o líder do governo, perdeu a paciência na semana passada com o vereador Rafael Bueno (PDT). Na sessão do dia 22, Bueno chamou a atenção de Chico, que estaria atrapalhando ao falar fora do microfone. O vereador respondeu:

– Como é fácil jogar pedra nos outros, vereador Rafael. Tijolo, como ele conferiu agora. (...) Como é fácil falar dos outros. Você é o que mais aqui atrapalha a sessão, falando toda hora fora do microfone e agora quer dar uma de moral de cueca. É bem isso aí mesmo. É bem o seu estilo. Assim que teve oportunidade, Bueno revidou, chamando Chico de ¿espantalho de horta¿:

– Quero até parabenizar o vereador Renato Nunes que assumiu o papel de líder de governo, porque antes nós tínhamos um espantalho de horta aqui que não fazia nada, não se mexia para nada.

O QUE TEM SIDO DITO

Alguns discursos dos vereadores em plenário.

"Eu não vim aqui fazer guerra, fazer a terceira guerra mundial, não é esse o meu objetivo. A maioria aqui já me conhece. Vim aqui para somar, para trabalhar. Então, a maioria, eu sei que, talvez, algumas pessoas não gostem... Alguns vereadores não gostem do que eu falo. Todo mundo tem direito de gostar ou não. Não me preocupa em nada isso aí." Renato Nunes, na sessão do dia 7 de junho, quando assumiu.

"Prefeito, o senhor tem amnésia das suas promessas? Ou então o senhor praticou um baita de um estelionato moral e eleitoral? Pede para sair, mentiroso." Rafael Bueno, na sessão do dia 20 de junho

"E daí, prefeito, cadê os cem médicos que o senhor prometeu? O senhor é um ludibriador mesmo, de carteirinha, um falastrão, mentiroso." Rafael Bueno, na sessão do dia 21 de junho.

"Coisas que vocês não resolveram em 12 anos, vocês querem que resolvam em cinco meses. Mas é muita cara de pau de vossas excelências, hein? Pelo amor de Deus, tchê! Vocês querem que o... Não, eles querem que o prefeito Daniel Guerra seja o superprefeito. Botar um... Vestir ele de azul e vermelho e botar aqui, oh: superprefeito." Renato Nunes, na sessão do dia 21 de junho.

 
 

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