Alterações na prefeitura mostram instabilidade e sacodem política de Caxias do Sul - Política - Pioneiro

Mirante06/06/2017 | 07h03Atualizada em 06/06/2017 | 09h12

Alterações na prefeitura mostram instabilidade e sacodem política de Caxias do Sul

Ida do vereador Fiuza para o Executivo contradiz discurso do prefeito e leva Renato Nunes para a Câmara

Alterações na prefeitura mostram instabilidade e sacodem política de Caxias do Sul Andressa Boeira/Divulgação
Mudanças foram divulgadas nesta segunda-feira e agitam o já tumultuado meio político Foto: Andressa Boeira / Divulgação

A saída de dois secretários municipais do governo Daniel Guerra (PRB) em um único dia — Fernando Vivian, da Saúde, e Tatiane Zambelli, da Habitação —, além de outros movimentos no Executivo, sacudiu os meios políticos, nesta segunda-feira. A alteração dentro da administração, inevitavelmente, reforça a instabilidade, especialmente na saúde, considerada ao lado da educação e da segurança, prioridade dessa gestão.

É a segunda troca em cinco meses nessa área difícil, que enfrenta a greve dos médicos. A mudança, porém, não é uma surpresa. Os rumores quanto à saída de Vivian, que assumiu em 3 de abril, eram constantes, embora ele tenha tentado contorná-los ao declarar ao Mirante, na segunda-feira passada, que não estava saindo.

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Já a ida do vereador Elisandro Fiuza (PRB) para a Habitação chamou atenção pelo fato de o prefeito ter afirmado que não tiraria vereador para compor o secretariado. Mudou o discurso, o que é complicado.

A saída de Fiuza conduz o ex-vereador Renato Nunes (PR), segundo suplente, para o Legislativo — o primeiro suplente, Tibiriçá Vianna Maineri (PRB), não vai assumir a vaga — e provoca alteração nos embates políticos. PRB e PR coligaram na disputa proporcional. O líder do governo, Chico Guerra (PRB), e Fiuza evitam confrontos. A oposição praticamente fala sozinha. Nunes, por sua vez, gosta de uma polêmica.

A ida de Fiuza para a prefeitura é vista como uma estratégia de Guerra para dar um gás em sua pequena base de apoio. O ex-vereador, atualmente, ocupa o cargo de diretor da Segurança Alimentar.

Vale lembrar, porém, que com a ida de Nunes, a Casa passa a contar com mais uma bancada e, consequentemente, com mais gastos. Um vereador tem direito a dois assessores políticos (salário mais vantagens, R$ R$ 4.746,40, cada um) e um estagiário (R$ 809). A bancada conta com um assessor (salário mais vantagens, R$ 8.397, 73) e um auxiliar (salário mais vantagens, R$ 5.471,68).

Isso vai ajudar a aumentar o barulho. As relações com Nunes não serão nada tranquilas.

 

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