A repercussão política do gabinete itinerante no Postão 24h de Caxias - Política - Pioneiro

Mirante01/06/2017 | 08h35Atualizada em 01/06/2017 | 09h53

A repercussão política do gabinete itinerante no Postão 24h de Caxias

Para alguns vereadores, tratou-se de um teatro ou circo a ação de Guerra na terça-feira 

A repercussão política do gabinete itinerante no Postão 24h de Caxias Luma Leão/Divulgação
Atividade reuniu o prefeito, o secretário da Saúde, Fernando Vivian, e o vereador Chico Guerra  Foto: Luma Leão / Divulgação

O gabinete itinerante do governo Daniel Guerra (PRB), que teve sua estreia na terça-feira no Pronto Atendimento 24 Horas, merece ter regularidade. O contato com a população e a conferência do atendimento dos serviços públicos independe de aplausos e elogios, nem pode ser usado como estratégia de marketing. A atitude de colocar em prática a promessa de campanha eleitoral de ir in loco verificar situações e ouvir demandas deve ser reconhecida. 

A escolha do Postão, lógico, foi pelo fato de a demora no atendimento ter virado notícia recorrente nos últimos dias e reflexos da greve dos médicos. O problema foi a forma como ocorreu: sem aviso, evitando que imprensa e opositores aparecessem no local acompanhando desde o início e o prefeito ficasse exposto (e se ele tivesse sido vaiado?). Transferir o gabinete não é o mesmo que fazer visitas surpresas para conferir o andamento do serviço público.

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Lógico que os adversários estarão sempre prontos para bombardear, mas, neste caso, a prefeitura deu munição. Na Câmara, Adiló Didomenico (PTB) não poupou:

— O que nós estamos assistindo é um verdadeiro teatro montado, como aconteceu ontem (terça) no Postão, onde se montou um espetáculo para o prefeito ir lá para receber aplausos. Não é isso que nós precisamos, nós precisamos resolver o problema. E não é com acidez que se atrai ajuda dos outros. Não é indo lá fazer discurso, criticando os médicos, que vai se resolver a situação e, sim, sentando, a portas fechadas, com essa importante categoria e buscar uma solução.

Elói Frizzo (PSB) disse que era elogiável a iniciativa do prefeito, mas, por coincidência, havia três pediatras, enquanto em outros dias, apenas um.

— Tomara que o prefeito continue com os seus gabinetes itinerantes por toda a cidade, especialmente nos bairros que estão hoje praticamente desatendidos.Frizzo apontou para a demonização dos profissionais da saúde, diante das declarações de Guerra sobre os médicos na ida ao Postão, o que induz as pessoas a terem o mesmo comportamento.

— É uma postura totalitária, é uma postura que não leva a nada, não agrega nada, só complica. Renato Oliveira (PCdoB), presidente da Comissão de Saúde na Câmara, pegou pesado. Resumiu a ação a um circo.– O prefeito foi lá e montou um picadeiro, faltou o nariz pintadinho, porque podia fazer um circo mais aperfeiçoado... Cadê o gestor desse município? Por que o gestor não foi dizer que a UPA da Zona Norte está atrasada por culpa dele.

A posição do líder de governo

O líder do governo, Chico Guerra (PRB), diz que não foi montagem o que o prefeito fez no PA.

— Simplesmente, isso aí já era promessa de campanha, que ele teria o gabinete itinerante — e lá ele esteve. Ele não teve medo de ouvir as pessoas que lá estavam. E se ouviram que o pessoal bateu palma, elogiou-o, foi pela atitude e pela coragem dele estar lá. Então, não é montagem isso aí.

Ele afirmou que no momento em que estava se pronunciando, na manhã desta quarta-feira, o Postão contava com três pediatras.

 

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