Vereadores de Caxias do Sul têm atuações distintas em relação ao governo de Daniel Guerra  - Política - Pioneiro

Câmara18/05/2017 | 14h32Atualizada em 18/05/2017 | 14h38

Vereadores de Caxias do Sul têm atuações distintas em relação ao governo de Daniel Guerra 

De uma bancada de 23 parlamentares, 21 não são da base de apoio

Vereadores de Caxias do Sul têm atuações distintas em relação ao governo de Daniel Guerra  Matheus Teodoro/Divulgação
Foto: Matheus Teodoro / Divulgação

Que o prefeito de Caxias do Sul Daniel Guerra (PRB) não tem maioria na Câmara de Vereadores, isso não é novidade. De uma bancada de 23 parlamentares, 21 não são da base de apoio do governo. O que tem chamado a atenção são os diferentes estilos de oposição. Há vereadores dos mais moderados aos mais incisivos. Há também aqueles que mantém uma posição praticamente neutra, quase sem cobranças. 

A partir da atuação parlamentar observada nas sessões deste ano legislativo até agora, a reportagem dividiu os vereadores em cinco categorias e conversou com quatro dos que mais se destacam na tarefa de oposição a Guerra.

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Líder da bancada do PDT, partido derrotado nas eleições 2016, Rafael Bueno é dos mais críticos. Questiona atitudes da administração e as leva para além do plenário da Câmara. Nesta semana, denunciou no Ministério Público (MP) a suspensão do serviço de castração pelo município, o que resultou na abertura de um inquérito pelo MP.

A posição de Bueno, explosiva muitas vezes, tem gerado problemas para ele próprio. Hoje, por exemplo, a Câmara vota parecer prévio pelo acolhimento de denúncia feita pelo ex-vereador e CC do governo atual, Renato Nunes (PR), que pode gerar abertura de processo disciplinar contra Bueno. O pedetista chamou, em uma sessão no mês de março, Nunes de ¿estelionatário e 171¿, já que a prefeitura havia informado que ele tinha ensino superior, o que não é verdade.

— Muitas palavras que ele (Daniel Guerra) usava contra a administração do Alceu (Barbosa Velho, ex-prefeito), estou usando, como "ludibriador", "mentiroso", palavras que ele usava aqui na sessão e agora está servindo o chapéu para ele próprio. Só estou fazendo o papel de fiscalizar — diz Bueno.

Na linha de frente

Apesar de bater forte no governo, Elói Frizzo (PSB) tem tido o cuidado de medir as palavras ao criticar a gestão Guerra. No início do mês, chegou a chamar o prefeito de "traste", mas imediatamente solicitou que o termo fosse retirado dos anais da Casa — os discursos dos vereadores são transcritos e ficam guardados.

— Ele (Guerra) tem uma postura autoritária e de adjetivação. Chamava o Alceu de "Dilma de bombachas". Tinha uma postura de ofender. A gente não quer se igualar.

Mais cauteloso, mas sem deixar de questionar, Adiló Didomênico (PTB) diz que adotou uma forma "respeitosa" de cobrar o governo para não fechar as portas. Autor do projeto que regulamentava o serviço de Uber e tramitava na Câmara, Adiló lamentou mais de uma vez nas sessões não ter sido comunicado pela prefeitura quanto ao envio de um novo projeto do Executivo sobre o tema. Ele retirou sua proposta para que a iniciativa da administração possa tramitar com mais facilidade.

— Tenho procurado manter os canais abertos porque, se tu começa a brigar, não tem como sentar numa mesa depois para conversar. Se tu critica por criticar ou começa a faltar com o respeito, tu tem dificuldade para sentar e dar sugestão. Mas falta comunicação desse governo com o Legislativo.

"A tônica da oposição, quem dá é o prefeito"

Oposição ao segundo mandato do governo de José Ivo Sartori (PMDB) em Caxias e à gestão de Alceu Barbosa Velho (PDT), Rodrigo Beltrão (PT) mantém a mesma postura em relação a Daniel Guerra. Há cobranças fortes e críticas, principalmente, à falta de diálogo. 

Nesta semana, o vereador protocolou projeto que regulamenta a realização de plebiscito, referendo e iniciativa popular, numa tentativa de garantir a participação da comunidade nas decisões do município:

— Acho que muito da tônica da oposição nessa gestão quem tem dado é o próprio prefeito. Quanto mais diálogo o prefeito tiver, inclusive com a oposição, menos tensões vai haver. Quanto mais acertos, menos críticas.

 
 

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