Vereadoras de Caxias do Sul contam como é conciliar maternidade com a política - Política - Pioneiro

Dia das Mães13/05/2017 | 09h00Atualizada em 13/05/2017 | 09h00

Vereadoras de Caxias do Sul contam como é conciliar maternidade com a política

GládisFrizzo e Paula Ioris já são mães e Denise Pessôa está grávida do primeiro filho

Vereadoras de Caxias do Sul contam como é conciliar maternidade com a política Roni Rigon/Agencia RBS
Gládis Frizzo (à esquerda) e Paula Ioris com Denise Pessôa, grávida de Eduardo, que deve nascer no final de junho Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Dentro de algumas semanas, a vereadora Denise Pessôa (PT) dará a luz a Eduardo, seu primeiro filho. A previsão é de que o menino nasça no final de junho, mas ele pode chegar antes ou depois. Como Denise quer ter parto normal, tudo depende da vontade de Eduardo.

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O garoto nem nasceu, mas já tem modificado a rotina da mamãe. Denise, que está no terceiro mandato, precisou desacelerar o ritmo. Ficar sem comer direito, como já aconteceu diversas vezes por conta da correria do dia a dia, agora nem pensar:

— É uma vida que depende de mim. Estou me construindo como mãe. É uma transição de uma vida agitada para uma nova vida — reflete a mamãe de primeira viagem.

Em função da licença-maternidade, Denise, 33 anos, ficará, muito provavelmente, de fora das discussões da revisão do Plano Diretor, fato que ela lamenta — a vereadora é arquiteta e se dedica aos temas de urbanismo. Mas, ao mesmo tempo, por óbvio, está ansiosa com a chegada do filho e com as novidades da maternidade. Sem falar na felicidade.

— Estou organizando as coisas para a licença, tem muito trabalho. E organizando as coisas para o bebê. Estou bem atrasada, o quarto dele ainda não está pronto — conta Denise, que está na 30ª semana de gestação.

O momento vivido por Denise já é bem conhecido pela vereadora Gládis Frizzo (PMDB). Mãe de Bruna, 29, e Arthur, 17, ela agora vive outra etapa da maternidade. Aos 55 anos, com os filhos criados, concilia a política com a "função" de mãe de forma mais tranquila.

Mas como Gládis sempre teve atuação comunitária, muitas vezes deixou os filhos em casa enquanto resolvia os problemas do bairro, o que a fez sentir culpa.

— Às vezes, a gente acaba deixando a família de lado. Mas eles sempre me apoiaram. O Arthur, quando menor, sentia falta, eu sei que ele sentia. A Bruna eu levava junto, cresceu nas reuniões do bairro. Mas eles sempre me deram muita força.

Os dois hoje são conselheiros da mãe. Opinam e dão sugestões para o primeiro mandato de Gládis. E quando estão juntos, aproveitam o tempo para assistir a um filme comendo pipoca no sofá de casa, programa preferido da família. No domingo, estarão todos celebrando o Dia das Mães com um churrasco e um passeio a Nova Petrópolis.

Gládis não sabe o que ganhará de presente, mas sim que ele virá acompanhado de um cartão, como é tradição.

— O presente que mais gosto é o cartão, porque sei que o que está escrito é o que eles realmente sentem. 

Gládis Frizzo (à esquerda) e Paula Ioris com Denise Pessôa, grávida de Eduardo, que deve nascer no final de junho Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Da dor nasceu uma lutadora

Dizem que para uma mãe, nada mais triste do que perder um filho. Paula Ioris, 55, perdeu Germano, assassinado em 2012, e transformou o luto em luta. Entrou para a política como a vereadora mulher mais votada em 2016 e mantém erguida a bandeira pela segurança. Ela, inclusive, preside a Comissão Temporária Especial para o Enfrentamento da Violência, criada a partir de sua iniciativa.

A dedicação ao tema é dividida com a atenção ao filho Guilherme, 23, que mora e estuda em Porto Alegre. Paula envia pelo menos duas mensagens por dia para o filho. Pela manhã, para dar bom dia, e à noite, para desejar bons sonhos. Quando Guilherme pode, vem a Caxias nos finais de semana. Quando a mãe pode, é ela quem vai à Capital. E o filho, prendado, sempre a espera com um jantar, conta.

É claro que ela sente saudade do convívio diário com Guilherme, mas sabe que ele compreende a importância de sua função na Câmara. Paula, que sempre trabalhou, lembra que o próprio Germano, quando criança, compreendia e sentia orgulho da mãe.

— Quando os filhos veem que a gente é responsável no trabalho, eles entendem. Quando o Germano era pequeno, era sempre o último a sair da escola e um dia ele me disse: "Mãe, eu falei para o tio da escola que tu é a última a me buscar porque tu trabalha num hospital."

 
 
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