Relações com o governo de Daniel Guerra se agravam, em Caxias - Política - Pioneiro

Mirante26/05/2017 | 08h30Atualizada em 26/05/2017 | 08h30

Relações com o governo de Daniel Guerra se agravam, em Caxias

Constantes polêmicas envolvendo a gestão provocam manifestações preocupantes

Relações com o governo de Daniel Guerra se agravam, em Caxias Roni Rigon/Agencia RBS
Sem trânsito político, prefeito evita se  manifestar, enquanto o vice circula entre vereadores, movimentos sociais e entidades Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Em meio às muitas polêmicas no governo de Daniel Guerra (PRB) – só para citar duas desta semana, Apae e cozinhas comunitárias, além da interminável greve dos médicos e do adiamento da Festa da Uva — e um perceptível descontentamento que ultrapassa a oposição costumeira, a manifestação do vereador Elói Frizzo (PSB), feita nesta quinta-feira, na Câmara de Vereadores, é muito significativa. Preferências políticas de lado, é importante pensar no que foi dito. Frizzo tem larga experiência política.

— Nós estamos presenciando quase que um momento de ingovernabilidade, da perda das condições de governar, do atual prefeito. Quando se perdem as condições de governar, a única forma de resolver o problema é afastando. É o que está acontecendo com o presidente (Michel) Temer. Perdeu as condições de governar, só ele (Guerra) não enxerga.

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Há um mês, divulgava-se declaração de Rodrigo Beltrão (PT), quando ele falava sobre a saúde: "Já deu o que tinha que dar". Soou o alerta. Foi uma gritaria nas redes sociais, acusando perseguição. De lá para cá, a situação piorou.

Que Guerra tem apoio popular, não se discute — fez 148 mil votos — , mas isso não respalda que sejam desencadeadas crises e rompimentos com os mais diversos setores.

A impressão é que falta clareza sobre o comando de uma cidade do porte de Caxias. O governo técnico não está convencendo (não se questiona a qualificação, mas a forma de atuar e as relações políticas). Não bastasse, Guerra tem evitado se manifestar. Os problemas se acumulam.

Por sua vez, o vice Ricardo Fabris, com quem o prefeito não se relaciona, transita entre vereadores, movimentos sociais e entidades. 

 

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