Presidente da Câmara de Vereadores de Guaporé tem mandato cassado - Política - Pioneiro

Política15/05/2017 | 20h55Atualizada em 16/05/2017 | 10h07

Presidente da Câmara de Vereadores de Guaporé tem mandato cassado

Ademir Damo, do PDT, é acusado de compra de votos durante campanha de 2016

Presidente da Câmara de Vereadores de Guaporé tem mandato cassado Divulgação/Câmara de Vereadores de Guaporé
No lugar de Damo (D), Homero Marcolina (E), do PMDB, assumiu presidência do Legislativo na última sessão, quinta-feira Foto: Divulgação / Câmara de Vereadores de Guaporé

O presidente da Câmara Municipal de Guaporé, vereador Ademir Damo (PDT), teve o mandato cassado por unanimidade dos votos dos procuradores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RS) por compra de votos. Ele foi o terceiro vereador mais votado na cidade em 2016, com 964 votos.

Segundo o processo, o pedetista foi condenado em razão da oferta de dinheiro, exames médicos e cedência de horas-máquina pela prefeitura com a finalidade de obter os votos dos eleitores. Ele também foi condenado a pagar multa de R$ 5.320,50. A decisão foi assinada no dia 18 de abril pela desembargadora do TRE-RS, Liselena Schifino, que preside o tribunal. O pedetista já havia sido condenado em primeira instância pela juíza eleitoral de Guaporé, Renata Dumont Peixoto Lima, em outubro do ano passado.

O vereador cassado foi flagrado em gravações de áudio e vídeo durante a campanha eleitoral do ano passado. Em uma delas, Damo oferece R$ 150 a uma eleitora e diz: ¿Se vocês nos ajudarem depois...¿ A eleitora responde para o candidato: ¿A gente se acerta com quem se acerta com a gente.¿ A conversa segue e o candidato fala: ¿Bom, vou deixar um santinho para vocês, e já deixo o que tu precisa.¿

Damo, que também preside o diretório municipal do PDT, ainda tentará reverter a condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em 2015, Ademir Damo apresentou um projeto de lei que previa reduzir o salário de R$ 3.723 para um salário mínimo nacional. Os vereadores rejeitaram a proposta. Na época, Damo foi considerado demagogo por colegas por ter apresentado a proposta.

Mudança na Câmara
Na última quinta-feira, o primeiro suplente da coligação Pra Frente Guaporé (PDT, PMDB, PTB, PPS e PR), Paulo Giroldi (PMDB), assumiu a cadeira deixada por Damo. Ele ocupava o cargo de diretor-geral da Câmara. Na mesma sessão, Homero Marcolina (PMDB), que era vice-presidente, assumiu a presidência em substituição ao pedetista.

CONTRAPONTO
Procurado pela reportagem do Pioneiro, Ademir Damo, que teve o mandato cassado por suposta compra de votos na eleição do ano passado, afirma que respeita as decisões da Justiça, mas diz que foi vítima de uma armadilha. Por telefone, o pedetista diz que pretende ingressar com uma ação cautelar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reverter as decisões que o afastaram o cargo.

– Vai ter uma decisão de uma cautelar no TSE. Na verdade, o que eu alego não sei. É meu advogado que está vendo isso. Essa cautelar está ficando pronta até amanhã ao meio-dia (hoje). Vamos ingressar amanhã (hoje). A Justiça a gente tem que respeitar, mas todo mundo sabe aqui em Guaporé que foi uma armadilha. Temos a esperança (de reverter as decisões). Espero retornar à Câmara. Essa é a nossa esperança.

 
 
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