"Pena que ainda estão remoendo", diz presidente da Festa da Uva - Política - Pioneiro

Mirante11/05/2017 | 08h09Atualizada em 11/05/2017 | 08h53

"Pena que ainda estão remoendo", diz presidente da Festa da Uva

Sandra Randon falou sobre a polêmica diante do adiamento para 2019, patrocínios e até referiu-se à eleição para a prefeitura

"Pena que ainda estão remoendo", diz presidente da Festa da Uva Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Sandra disse que projeto deixado pela gestão passada não é o foco da atual  Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A presidente da Comissão Comunitária da Festa da Uva, Sandra Randon, falou ao Mirante sobre a polêmica política com o adiamento do evento para 2019 e, em especial, em relação à captação de recursos. Pela manhã, o vereador Rafael Bueno (PDT) afirmou que "o gestor e sua equipe se eximem de vir a público justificar, de forma consistente, os motivos reais da não realização da Festa".

Segundo o vereador, a Festa não está sendo cancelada por não ter o apoio da prefeitura e, sim, devido à atual gestão ter perdido os prazos para a inscrição de projetos junto à Lei de Incentivo à Cultura, bem como os prazos de inscrição junto ao Ministério da Cultura e Turismo e aos patrocinadores máster: Caixa Federal e Bradesco.

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Questionada sobre a afirmação do pedetista, Sandra declarou:

— Essa é uma opinião, já escutei durante o dia, mas não tem nada a ver com nossa situação. A questão não se refere a perder prazos. Nós entramos em contato com todas as pessoas que patrocinaram a última Festa da Uva. Então, essa foi uma posição que os patrocinadores nos deram: "o nosso aporte não vai poder ser como na última". Nós estamos passando por uma situação, desde bancos, empresas, todos tiveram a mesma postura. Foi isso que nós levamos em consideração, de ter um aporte bem menor de patrocínio. Quanto às leis de incentivo à cultura, foi deixado, sim, um projeto pela gestão passada que ficamos sabendo há pouco tempo, duas semanas, e nós optamos por não utilizar neste momento. Não era isso que estávamos buscando, esse projeto não era o nosso foco. O nosso foco é essa reestruturação, esse momento de preparar a comunidade para uma festa maior, valorizando nossa agricultura, nossa colheita, tempo para organizar os projetos que vão acontecer nos fins de semana nesse período. Então, esse foi o foco principal.

Especificamente sobre a Caixa, Sandra disse que foi um caso à parte, porque em 2013 houve um contrato com a gestão do prefeito anterior, Alceu Barbosa Velho, de venda de folha de pagamento (dos servidores) para a Caixa Federal de R$ 15 milhões.

— Desses R$ 15 milhões, R$ 5 milhões deveriam ser destinados para as duas últimas festas da uva, acredito que R$ 3 milhões na de 2014 e R$ 2 milhões na de 2016, então, esse era o contrato que eles tinham de venda de folha. Até foi divulgado pela imprensa. Esse novo contato com certeza vai ser feito com todos os patrocinadores.

Ela reforçou que não foi feito contato agora com a Caixa porque ficou claro que havia sido feita a venda de folha e que não existia essa possibilidade de aportarem para mais uma Festa. Foi esse o entendimento da comissão. Em relação à Lei de Incentivo à Cultura, disse que receberam o projeto e não concordaram.

— A gente sabe que a pessoa que faz o projeto é a pessoa que tem que captar. E, nesse momento, a maneira que estava sendo feito, não era o que a comissão entendia como sendo importante.

"Deu, né?"

Na sequência, Sandra disse que é uma pena que ainda estejam remoendo essas questões. E fez um desabafo sobre a repercussão política.

— É uma pena, vou ser muito sincera, mas para mim como presidente e para toda a comissão, chegamos a essa conclusão: é uma pena que ainda estão remoendo estas questões. Existiram outros momentos em que a Festa da Uva foi adiada, temos um projeto que não vai ficar desamparado, estamos conseguindo novos patrocinadores, com novas ideias. Então, a gente precisa trabalhar.

A presidente da Festa afirmou que a comissão não tem que ficar mais justificando as escolhas tomadas. Ressaltou que houve a sensibilidade de dividir com o Conselho Consultivo, que antes nunca participou de decisão sobre escolha de data de Festa da Uva.

— Eles eram consultados apenas para eleger o presidente da comissão. A gente se sentiu num momento delicado, que precisávamos dividir, sabendo do impacto que isso iria gerar, até por uma questão política, e isso foi muito falado ontem (terça-feira) na reunião que tivemos na CIC. Nós entendemos que o prefeito que não foi eleito era o presidente da Festa da Uva (Edson Néspolo). E isso é página virada. Deu. Sei que vocês, imprensa, estão recebendo diversas informações errôneas, como que eu recebo salário como presidente. Isso não existe. O meu trabalho e de toda comissão comunitária é 100% voluntário. Pela grandeza que temos na nossa cidade, pelas pessoas que estão empenhadas, vamos ter que entender que vamos ter que nos unir para fazer o melhor pela Festa. Essas informações mal ditas, que estão sendo faladas por trás para nos caracterizar como imaturos, como inadequados para o cargo, como inexperientes... Deu, né? 

 
 

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