O caminho perigoso da judicialização no governo Guerra - Política - Pioneiro

Mirante09/05/2017 | 08h55Atualizada em 09/05/2017 | 08h55

O caminho perigoso da judicialização no governo Guerra

Decisão de que greve dos médicos não é ilegal é novo complicador para o governo

O caminho perigoso da judicialização no governo Guerra Felipe Nyland/Agencia RBS
Possível lentidão de médicos do SUS no atendimento é descaso com a população Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

O governo de Daniel Guerra (PRB) recebeu mais um balde de água fria com a decisão da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de que a greve dos médicos não é ilegal, nem abusiva. Outra situação que dificulta para o lado do município é o recálculo da tarifa do transporte coletivo urbano. É uma bola de neve.

De imediato, no caso dos médicos, os que tiveram os salários descontados vão recorrer à Justiça, em busca de ressarcimento. A opção pela judicialização é um caminho perigoso.

A partir desta quarta-feira, 50% da categoria retorna ao trabalho. É uma forma de tentar diminuir a rejeição da sociedade, considerando que a greve se estende desde 17 de abril, com 12 mil consultas canceladas, e também desmontar a informação de que o mínimo de atendimento obrigatório não esteja sendo disponibilizado.

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Não bastasse a paralisação interminável, o fato de um médico atender a um paciente por hora no Postão, conforme denúncias, é um desrespeito com o cidadão. Assim vai ser difícil melhorar a imagem.

Em que pese a falta de diálogo por parte do município, o que se vê é falta de preocupação com as pessoas. A divergência política e a queda-de-braço predominam. Nunca é demais lembrar que quem insufla tem grande responsabilidade.

Proposta de audiência

Deputado Assis Melo conversou com Marlonei dos Santos e Silvana Piroli em reuniões separadas Foto: Rodrigo Positivo / Divulgação

O deputado federal Assis Melo (PCdoB) vai encaminhar um requerimento à Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara Federal, para que interceda em busca de alternativas para encerrar a greve dos médicos do SUS, em Caxias. Nesta segunda-feira, Assis esteve com os presidentes do Sindicato dos Médicos, Marlonei dos Santos, e do Sindiserv, Silvana Piroli, em reuniões separadas.

A intenção é aprovar o requerimento na comissão nesta quarta-feira para que uma audiência pública ocorra na próxima semana, em Brasília. Se confirmada, serão convidados os dois sindicatos, prefeitura e Comissão de Saúde da Câmara. O procedimento foi adotado na greve dos funcionários públicos em Cachoeirinha. 

 
 

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