Lideranças da Serra avaliam governo Temer, que completa um ano nesta sexta-feira - Política - Pioneiro

Avaliação12/05/2017 | 09h29Atualizada em 12/05/2017 | 09h29

Lideranças da Serra avaliam governo Temer, que completa um ano nesta sexta-feira

Líderes de Caxias do Sul deram nota ao governo do atual presidente

Lideranças da Serra avaliam governo Temer, que completa um ano nesta sexta-feira Marcos Corrêa/Presidência da República
Governo de Michel Temer (PMDB) completa um ano de gestão nesta sexta-feira Foto: Marcos Corrêa / Presidência da República

O governo do presidente Michel Temer (PMDB) completa um ano nesta sexta-feira, desde a abertura do processo de impeachment no Senado contra Dilma Rousseff (PT). O Pioneiro ouviu lideranças caxienses e perguntou qual a nota do Governo Temer no primeiro ano de sua gestão. A média foi 4, não considerando três dos ouvidos, que não quiseram dar nota.

Leia mais
Na Câmara dos Deputados, Assis Melo manifesta apoio à greve dos médicos de Caxias
"Tem de estar conectado com a rua", diz arquiteta e urbanista equatoriana
Pioneiro dá sequência a projeto desenvolvido nas eleições de 2016 para debater questões urbanas
Alceu Barbosa Velho irá presidir o PDT de Caxias do Sul

Parte da população passou da esperança na recuperação da economia e no combate à corrupção à descrença no governo após a abertura de investigação contra nove ministros e as propostas das reformas da Previdência e Trabalhista.

Com baixa popularidade, Temer se mantém com o apoio da maioria do Congresso. Porém, mesmo os deputados e senadores aliados ao PMDB dão sinais de que não estão dispostos a votar contra a retirada de direitos dos trabalhadores.

Se no campo político o governo cambaleia, Temer fez da área econômica a alavanca para sair da crise. A liberação das contas do FGTS inativas até dezembro de 2015 projeta injetar R$ 48 bilhões na economia.Confira o que pensa cada um dos caxienses ouvidos.

Germano Rigotto (PMDB), ex-governador

Nota: 5

"O governo Temer convive com uma situação muito ruim, de um governo que assumiu para fazer uma transição até 2018 e com muitas desconfianças. E não conseguiu vencer essa situação em termos de popularidade. E isso tem a ver com o fato de que a economia não teve a recuperação e isso se refletiu nos índices de desemprego muito altos, crescentes. O que ele teve de vantagem foi uma base de sustentação muito forte, muito ampla no Congresso."


Alceu Barbosa Velho (PDT), ex-prefeito
Nota: 5


"Teve alguns acertos e, como todo o governo, alguns erros. O que considero um acerto é o combate à inflação, agora cedendo. E como fatos negativos as reformas da Previdência e Trabalhista. Até acho uma necessidade se fazer, mas não afoitamente da maneira como está sendo feita".

Assis Melo (PCdoB), deputado federal
Nota: zero

"Um desastre total. Além de aprofundar o desemprego e a recessão, aprofundou o desmonte da economia do país, de vários setores importantes e da própria indústria. É um governo que, infelizmente, não tem condições políticas para estar ocupando o cargo que herdou ilegitimamente".

Marcos Paulo de Quadros, cientista político
Nota: preferiu não dar.

"O governo tem alguns aspectos que merecem atenção: o primeiro é uma tentativa forte de deixar a marca das reformas Trabalhista e Previdenciária e o projeto de Reforma Política. Por outro lado, há uma marca de não ter conseguido superar o problema da governabilidade e do loteamento de cargos para ministros investigados na Lava-Jato. O governo não conseguiu se colocar como um governo de união nacional. Apesar dessas atribulações, vem conseguindo assegurar certa sustentabilidade no Congresso e também no seio da sociedade. Há uma baixa popularidade, mas não é uma tentativa de deslegitimar o Governo Temer como houve no processo do impeachment de Dilma Rousseff".

Claudecir Monsani, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
Nota: zero


"É um desastre total. É uma pessoa que não tem comprometimento nenhum com a nação. Ele foi posto para fazer exatamente o que estão fazendo com o nosso país. Está acabando com o setor produtivo, com os empregos e a renda do povo brasileiro. Também está acabando com o comércio e com os serviços. Vamos virar um país safrista, diarista, e daqui há pouco não vai ter mais como sobreviver dessa forma".

Pepe Vargas (PT), deputado federal
Nota: zero

"Um ano trágico, estamos vivendo um período de exceção, de repressão a toda manifestação contrária às políticas que o governo implementa. Nós temos um desemprego que cresceu, uma arrecadação que caiu, o desmantelamento de um conjunto de políticas públicas como a Farmácia Popular e Ciência Sem Fronteiras, temos propostas de reformas que retiram direitos. Afora o envolvimento de nove ministros e do próprio Temer nas citações da Lava-Jato".

Rudimar Menegotto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais
Nota: 4

"Para nós está ficando complicado, porque as reformas feitas por este governo estão atingindo a nós, agricultores familiares. Todas elas estão tirando benefícios conquistados com muito suor e trabalho. A partir do momento que tira benefícios, como vai dizer que esse governo está pensando em ti?"

Mauro Pereira (PMDB), deputado federal
Nota: 7


"Eu não tenho dúvida de que é um governo responsável, comprometido com o futuro do país. É um governo que está procurando consertar tudo que fizeram de errado, preocupado com as reformas. O próximo presidente vai pegar um país melhor, com credibilidade internacional e nacional."

Nelson Sbabo, presidente da CIC
Nota: 8


"O que mais a gente busca é que sejam implementadas as reformas que estão sendo propostas para que realmente comece uma administração nova voltada para a recuperação da economia. Nós entendemos que o Brasil precisa voltar a ter a credibilidade dos investidores estrangeiros. Para que o Brasil possa voltar a merecer crédito das instituições internacionais, passa pela aprovação dessas reformas que estão no Congresso."

Reomar Slaviero, presidente do Simecs
Nota: 6


"Até agora, a gente viu que tem uma tentativa de melhorar, mas ainda não posso dizer que isso pode ter algum resultado. A gente percebe que ele está tentando fazer as reformas Trabalhista e da Previdência, mas ainda falta muito. Está faltando a parte para movimentar a economia, que seriam linhas de crédito, essa parte está muito devagar."

Pedro Simon (PMDB), ex-governador
Nota: preferiu não dar nota.


"A situação é realmente muito difícil. Reconheço que, pela primeira vez, nós estamos apurando as causas da crise brasileira. A Justiça, pela primeira vez, está funcionando, a cadeia não é mais só lugar para ladrão de galinha. Dentro deste contexto, o presidente da República está fazendo o seu papel. É um papel difícil, porque enfrenta as responsabilidades pelo que aconteceu aí, toda a classe política tem responsabilidade, não é apenas o PT, todos, inclusive nós, o PMDB. Lamentavelmente, na composição do governo, o governo não pôde fugir da série de trocas, de toma-lá-da-cá. O Brasil acho que tem condições de atravessar esse rito. Acredito que ele (Temer) cumpriu o seu papel".

Daniel Guerra (PRB), prefeito
Nota: 5


"É um governo que repete vícios da velha política, com negociatas para garantir, por exemplo, aprovações de projetos no Congresso. Também não vemos o Brasil retomar com força o crescimento e nossa região precisa que a economia se restabeleça com mais rapidez. Além disso, tem integrantes investigados por corrupção, o que é lamentável e um grande risco. Por outro lado, tem algumas ações positivas, como o Programa Criança Feliz e a continuidade do Mais Médicos, aos quais Caxias do Sul já aderiu. É um governo que percebe a necessidade de reformas estruturais. Entretanto, as encaminha comprometendo direitos adquiridos historicamente e com muita luta, como a aposentadoria da mulher agricultora aos 55 anos. Direitos como esse, conquistados por lei, precisam ser garantidos e não retirados. Avalio como um governo mediano".

José Ivo Sartori (PMDB), governador
Nota: não foi dada.

A assessoria de imprensa do Governo do Estado enviou nota assinada pelo secretário estadual de Comunicação, Cleber Benvegnú. Segundo a assessoria, a manifestação do secretário foi feita em nome do governador.

"Nossa relação institucional com o governo Temer é muito positiva para o Rio Grande do Sul. Renegociamos a dívida, tivemos bom encaminhamento na repatriação de recursos e no Fundo de Exportação (Fex). Há compreensão e reciprocidade. Além disso, é elogiável a tentativa de reduzir gastos, equilibrar a economia e, com isso, retomar o crescimento. Bons sinais nesse sentido começam a aparecer no horizonte. As reformas da Previdência e Trabalhista são necessárias, mesmo que possa haver divergências pontuais sobre as propostas. O momento exige responsabilidade e visão de futuro. Mudanças são doloridas, mas elas precisam ser feitas. Temos que superar o clima de pessimismo porque a mudança se faz com superação." Cleber Benvegnú, secretário estadual de Comunicação.

 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros