Câmara de Caxias decide se acolhe representação contra vereador Rafael Bueno - Política - Pioneiro

Mirante18/05/2017 | 09h04Atualizada em 18/05/2017 | 14h37

Câmara de Caxias decide se acolhe representação contra vereador Rafael Bueno

Ex-parlamentar Renato Nunes entrou com medida acusando comportamento incompatível do pedetista ao ser chamado por de estelionatário e 171 

Câmara de Caxias decide se acolhe representação contra vereador Rafael Bueno Divulgação/
Foto: Divulgação

A Câmara de Vereadores de Caxias decide nesta quinta-feira se acata o parecer pelo acolhimento de representação contra Rafael Bueno (PDT), de autoria da presidente da Comissão de Ética Parlamentar, Gládis Frizzo (PMDB). A medida é resultante de representação feita pelo ex-vereador Renato Nunes (PR) para apuração de comportamento incompatível com o decoro parlamentar por parte de Rafael, em discurso na sessão de 30 de março.

Na ocasião, ele citou que Nunes ocupava cargo em comissão na prefeitura, que exigia curso superior. Afirmou que era mentira que o ex-vereador tivesse esta formação, conforme havia sido divulgado em listagem da prefeitura e reproduzida pelo Pioneiro. Diante disso, referiu-se a Nunes como estelionatário e 171. "Conclui-se que a autoria é certa, pois o discurso ocorreu e as palavras proferidas pelo vereador constam de documentos públicos, em especial nos anais da sessão ordinária do dia 30 de março de 2017", diz o parecer.

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Ao anunciar que havia protocolado representação contra Rafael, em 6 de abril, Nunes confirmou que não tinha curso superior. Disse que está cursando Direito e Gestão Pública.

Havendo a admissibilidade da denúncia, será formado o processo disciplinar com a constituição de uma subcomissão de Ética Parlamentar, formada por três vereadores que integram a Comissão de Ética — além de Gládis, é composta por Rodrigo Beltrão (PT), Edi Carlos Pereira de Souza (PSB), Paulo Périco (PMDB) e Chico Guerra (PRB) — e escolha de um relator. A defesa do denunciado só ocorre caso seja formada a subcomissão.

Nunes diz que sua medida não visa à cassação do mandato, "apesar dele (Rafael) ter cometido quebra de decoro ao imputar crime". O ex-parlamentar destaca que as penalidades são cassação, suspensão ou advertência, se for aberto processo.

— Espero que, no mínimo, haja alguma penalidade para que sirva de exemplo de que a pessoa não pode falar o que quer. Quem imputar crime a outro tem que provar. É no sentido pedagógico — ressalta.

Rafael, por sua vez, garante que não quer que o processo seja arquivado e garante que pediu que seja aprovado hoje para poder manifestar-se na subcomissão.

Vamos ver no que vai dar.

 
 

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