Brasão do município em jaquetas de agentes voluntários de defesa, em Caxias, gera conflito - Política - Pioneiro

Mirante26/05/2017 | 09h30Atualizada em 26/05/2017 | 09h30

Brasão do município em jaquetas de agentes voluntários de defesa, em Caxias, gera conflito

Mallmann determinou que uniforme seja restituído, mesmo tendo sido confeccionado e pago pelos próprios agentes e pela iniciativa privada

Brasão do município em jaquetas de agentes voluntários de defesa, em Caxias, gera conflito Luiz Erbes/Divulgação
Agentes voluntários, incluindo Fabris, estiveram na  Câmara. Participação do vice é o foco do conflito com prefeitura Foto: Luiz Erbes / Divulgação

A proibição do uso do brasão do município nos uniformes dos Agentes Voluntários de Proteção e Defesa Civil de Caxias do Sul é mais uma polêmica envolvendo a administração de Daniel Guerra (PRB). Por sinal, um novo confronto desnecessário.

Nesta quinta-feira, o assunto foi levado à tribuna da Câmara de Vereadores por Adiló Didomenico (PTB).

— A briga começou porque o vice (Ricardo Fabris) teve um gesto de grandeza de mobilizar os agentes voluntários da Defesa Civil e a Guarda Municipal para socorrer os nossos irmãos de São Francisco (em março, devido ao temporal que devastou a cidade). Este é o cerne da questão — afirmou.

O secretário municipal de Segurança Pública, José Francisco Mallmann, expediu ofício no dia 16 deste mês ao presidente da associação, Jober Lopes Vieira, solicitando que seja restituído todo o material que tenha estampado o símbolo oficial de Caxias, as Armas, instituído pela lei 2.170, de 1974, entregue pelo município."Caso não ocorrer a situação enfocada, comunico que o uso de materiais contendo os símbolos oficiais do município depende de autorização legal", diz o documento.

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Sem auxílio da prefeitura

Em síntese, o barulho deve-se ao fato de a jaqueta ter o brasão do município. Conforme resposta enviada nesta quinta-feira por Jober Vieira a Guerra, em nenhum momento a prefeitura, seja nas administrações anteriores ou na atual, auxiliou com a compra de materiais para os agentes voluntários, "muito menos uniformes, dessa forma, não se está a tratar de bem público e, sim, de bens da associação".

Prossegue a nota: "Os uniformes foram confeccionados e pagos pelos próprios agentes e com parcerias com a iniciativa privada". Sobre o brasão, informa que não caracteriza vinculação à administração municipal e, sim, uma identificação da localidade a qual pertencem os agentes.

Adiló Didomenico mostrou a jaqueta e ironizou: "Não vou vestir, porque há ameaça de prender quem usar esta vestimenta" Foto: Luiz Erbes / Divulgação

Jaqueta temida

Adiló destacou o trabalho realizado pelo grupo de voluntários, alguns estavam na plateia. Mostrou a jaqueta na tribuna e ironizou:

— Eu não vou vestir, porque tem uma ameaça de prender quem usar esta vestimenta. Então, eu não vou vestir, apenas vão mostrar. O petebista pediu para que Mallmann, pela sua biografia, pela sua história, por aquilo que vem se esforçando para fazer um trabalho bom em Caxias, não embarque "nesse pacote da administração, de querer brigar com todo o mundo".

Salientou que a jaqueta foi doada pela Marcopolo e, portanto, o município não pode pedir de volta o que não lhe pertence. O vereador Paulo Périco (PMDB) sugeriu que a Câmara desse autorização para que os voluntários tirassem o brasão do município e colocassem o do Legislativo de Caxias e, assim, estariam representando o município através da Casa do Povo.

Mallmann responde

O Pioneiro entrou em contato com o secretário Mallmann, que levantou a possibilidade de futuramente os voluntários quererem cobrar direitos, alegando que foram funcionários do município. A associação, conforme explica Jober, não é ligada ao município, mas regida por lei federal do voluntariado.

Veja o que disse o secretário:

— Estamos fazendo uma reestruturação e não localizamos nenhuma documentação autorizando os voluntários da Defesa Civil a utilizarem o logo do município. Cobramos a documentação e até agora ninguém nos procurou para entregar o termo, ou seja, essa autorização não existe. Por isso, pedimos que retirassem a identificação da prefeitura do material que eles utilizam. É uma medida de precaução, pois quem pode nos garantir que, futuramente, estes voluntários não queiram cobrar direitos, alegando que foram funcionários do município? Assim que tudo for legalizado, com a liberação do prefeito, eles podem voltar a confeccionar seus materiais com o logo. (Com Kamila Mendes)

 
 

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