VÍDEOS: delator diz que Rigotto recebeu R$ 100 mil via caixa 2 por ser próximo da Odebrecht - Política - Pioneiro

Lista de Fachin13/04/2017 | 13h21Atualizada em 14/04/2017 | 14h20

VÍDEOS: delator diz que Rigotto recebeu R$ 100 mil via caixa 2 por ser próximo da Odebrecht

Peemedebista teria recebido repasses legais nas campanhas a governador em 2002 e 2006, mas em 2010 teria sido doação não declarada à Justiça

A relação de proximidade do ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto (PMDB) com a Odebrecht, para quem inclusive prestou consultoria por alguns anos, teria levado a empreiteira a fazer uma doação ilegal de R$ 100 mil para sua campanha a senador em 2010. A informação foi detalhada pelo ex-dirigentes da empresa Alexandrino de Alencar e Pedro Novis, cujos depoimentos foram divulgados em vídeo após liberação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

Leia a íntegra do despacho de Fachin sobre Rigotto

Rigotto aparece nos pedidos de inquéritos apresentados pela Procuradoria Geral da República (PGR) a Fachin. Como o ex-governador não tem foro privilegiado, o ministro optou por enviar o caso à Justiça Federal de primeira instância, que avaliará se há indícios suficientes para abrir inquérito. 

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Num dos depoimentos, Novis confirma que o peemedebista recebeu dinheiro oficial e não oficial demandados pela diretoria da Braskem, subsidiária da Odebrecht que controla o Polo Petroquímico de Triunfo, mas que não se recorda de valores.

Quem fornece detalhes é Alexandrino. O repasse ilícito teria ocorrido na campanha de Rigotto ao Senado, em 2010, quando o próprio candidato o teria procurado.

— Nós doamos para a campanha dele para o Senado R$ 100 mil. E essa doação foi acima do estabelecido. Eu não me recordo qual era o estabelecido para Senados, mas devia ser R$ 70, R$ 80 mil, e nós demos R$ 100 mil pra ele pelo relacionamento que tínhamos com ele, pelo trabalho que ele fez e pela proximidade que ele tinha com o grupo. E demos R$ 100 mil via caixa 2 — afirma Alexandrino.

O governador, segundo o ex-executivo, também recebeu repasses em períodos anteriores – nestas vezes, de forma legal. Esse teria sido o caso das campanhas de 2002 e de 2006, quando Rigotto concorreu ao Piratini. 

Diante da derrota nas urnas em 2006, o próprio Rigotto teria procurado a empresa oferecendo serviços de consultoria tributária à Braskem, para "ajudar com políticas nacionais na questão tributária", segundo Alexandrino. De agosto de 2009 a junho de 2012, a empresa teria pago R$ 2,2 milhões à GR Consultoria e Participações Ltda (de propriedade de Germano Rigotto) e o delator garante que os serviços foram prestados de forma correta.

Mencionando que o codinome do gaúcho nas planilhas da Odebrecht era Desesperado, o ex-executivo diz que não havia uma demanda específica para a empresa ter feita a doação a Rigotto, mas que, como ele era "uma pessoa muito próxima e que sempre foi muito correto com o grupo", como senador "ele poderia ajudar".

Pedro Novis, em vídeo do seu depoimento, confirma que a Braskem tinha particular interesse em "apoiar" candidatos na Bahia e no Rio Grande do Sul, onde estão os maiores investimentos da empresa em polos petroquímicos, e que havia especial interesse em reduzir ICMS.

— O objetivo não era investimento (nos polos), que era responsabilidade dos Estados mesmo realizar essas obras de infraestruturas, mas pra viabilizar isso, pra acelerar isso. O objetivo de uma doação desse tipo, que tem caráter, se o senhor me permite, nesse caso, mais geral, é gerar aproximação que depois permita que esses pedidos se materializem — afirma Novis.

O que diz Germano Rigotto:

"Não fui comunicado, não sei de nada. Se foram feitas doações (pela Odebrecht), foram legais. Dentro do meu período de governo, nunca defendi nenhum interesse de Odebrecht. Quero ver quem citou, quando citou e como citou. Estou muito tranquilo".

 
 

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