Rejeição às reformas, pressão popular e o foco nas eleições de 2018 - Política - Pioneiro

Mirante29/04/2017 | 10h10Atualizada em 29/04/2017 | 10h10

Rejeição às reformas, pressão popular e o foco nas eleições de 2018

Importância da participação deve ser ressaltada, mas também é preciso respeitar o desejo de aderir ou não

Rejeição às reformas, pressão popular e o foco nas eleições de 2018 Roni Rigon/Agencia RBS
Deputados Pepe Vargas e Assis Melo estavam juntos no palanque, manifestando-se contra as reformas Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

A greve geral realizada na sexta-feira teve como motivação a rejeição às mudanças nos direitos de trabalhadores e aposentadorias, o que torna a mobilização justa, devendo ser respeitada – embora tenha provocado bloqueios de rodovias por sindicalistas. Há de se ressaltar sempre a importância da expressão popular e aguardar pelo retorno da pressão.

Porém, o fio condutor da manifestação são as eleições de 2018, aproveitando a impopularidade do presidente Michel Temer (PMDB) e buscando o fortalecimento dos partidos de esquerda, visando, em especial, à candidatura de Lula a presidente. Nem todos os que aderiram à greve foram com este objetivo, estavam mesmo protestando contra as reformas. Mas os políticos, naturalmente, têm interesse claro nas urnas.

Em Caxias do Sul,  por exemplo, os deputados federais Pepe Vargas (PT) e Assis Melo (PCdoB) estavam a postos, discursando para uma multidão na Praça Dante Alighieri. O comunista, que é suplente, voltou a constar como deputado no site da Câmara nesta sexta-feira, depois de ter sido substituído pelo titular Ronaldo Nogueira (PTB), na votação da Reforma Trabalhista, diante do protesto em plenário vestido com o uniforme de metalúrgico soldador.

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— O governo Temer não está preocupado em melhorar a previdência do povo, ele quer é direcionar mais dinheiro para os juros da dívida e abrir mercado para os planos privados de Previdência — defendeu Pepe.

— Os trabalhadores e trabalhadoras estão correndo grave risco, não só do ponto de vista dos seus direitos e da aposentadoria, mas do ponto de vista da democracia. Não há como impor tamanho retrocesso... Logo, logo vão querer reprimir os movimentos sindicais — disse Assis.

O momento é de ebulição. Com a Reforma da Previdência a caminho de ser votada na Câmara, nova mobilização pode ocorrer. Mas é importante que se leve em conta a situação econômica do país, o desemprego e o desejo de participar das paralisações. 

Mauro Pereira foi novamente alvo de protesto dos manifestantes, desta vez no ato realizado na sexta-feira Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

No cartaz

Mauro Pereira (PMDB) não foi esquecido no ato, mas de forma negativa. Ele voltou a estampar cartazes de protesto. O governista, que votou a favor da Reforma Trabalhista, no dia da greve geral informou que esteve participando de reunião na Fiergs, em Porto Alegre, para tratar de temas relacionados à indústria nacional e impactos no Estado.

 
 

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