Prefeito de Caxias, Daniel Guerra testa a popularidade - Política - Pioneiro

Mirante03/04/2017 | 08h30Atualizada em 03/04/2017 | 15h30

Prefeito de Caxias, Daniel Guerra testa a popularidade

Ao levar participantes ao gabinete na prefeitura, ele demonstra que quer eliminar rótulo de "reizinho" 

Prefeito de Caxias, Daniel Guerra testa a popularidade Roni Rigon/Agencia RBS
Momento inusitado: Guerra canta o Hino Rio-grandense em um megafone na caminhada à prefeitura Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Parecia campanha eleitoral. O ato em apoio ao prefeito Daniel Guerra (PRB), neste domingo, não reuniu as 2,9 mil pessoas confirmadas na página do evento no Facebook — foram cerca de 500 seguidores, segundo a Guarda Municipal —mesmo assim, foi um bom número. Guerra aproveitou cada momento para reafirmar sua aliança com a população, como defendeu no período eleitoral.

Não se limitou ao discurso. Repetiu o gesto de 30 de outubro, data de sua vitória eleitoral, indo a pé até a prefeitura. Desta vez cantando o Hino Rio-grandense num megafone. Ficou com ares de showmício. Houve farta distribuição de abraços e fotos com os seguidores no gabinete.

Guerra quis mostrar que o povo tem acesso ao prefeito, rebatendo as críticas de falta de diálogo e de que é um "reizinho", como vem sendo rotulado por alguns vereadores. Abriu o gabinete para provar isso.

Ficou claro que o ato, anunciado pelo organizador Germano Alberto Junqueira como apenas um debate na Praça Dante Alighieri, foi bem estudado pela equipe do prefeito, visando a sua projeção. Naturalmente, não faltaram integrantes do governo, bem como o líder do governo na Câmara e irmão do prefeito, Chico Guerra (PRB).

Vale até resgatar aqui a fala da senadora Ana Amélia Lemos (PP), na CIC, quando disse que o político que não é assediado tem que pegar o boné e ir para casa. Portanto, Guerra não desperdiçaria a ocasião, especialmente diante da crise que enfrenta com o vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (PRB) e que vai ao encontro dos interesses da oposição.

Ele definiu o ato como uma demonstração de que a verdadeira força está com os cidadãos.

— Dia 1º de janeiro devolvemos a prefeitura à população, aqui não tem mais espaço para os partidos políticos, para nenhum tipo de ideologia. Aqui a gente respeita todos — disse à imprensa, retomando o discurso de não-político, mesmo tendo sido um ato político.


 

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