PMDB caxiense tem dois pré-candidatos - Política - Pioneiro

Eleições 201824/04/2017 | 07h01Atualizada em 24/04/2017 | 07h01

PMDB caxiense tem dois pré-candidatos

Edson da Rosa confirma candidatura à Assembleia. E Mauro Pereira vai à Câmara

Sem previsão para iniciar a discussão sobre as eleições de 2018, o PMDB caxiense tem dois nomes assumidos para a disputa do próximo ano. O vereador de quarto mandato Edson da Rosa é pré-candidato à Assembleia Legislativa. Mauro Pereira é mais cauteloso, mas diz que está preparado para ser candidato à Câmara Federal.

Consultado na semana passada, o presidente do diretório caxiense, Ari Dallegrave, diz que a sigla não está discutindo a eleição do ano que vem e nem adianta quando vai começar esse debate. Questionado se haverá preferência para quem já tem mandato, Dallegrave afirmou que não necessariamente.

– O Mauro não tem mandato, ele é suplente.

O secretário estadual de Planejamento, Governança e Gestão, Carlos Búrigo, que conta com o apoio do governador José Ivo Sartori e deve concorrer a deputado estadual, afirma que é muito prematuro comentar sobre o assunto.

– Meu foco neste momento é ajudar o governador Sartori e o governo a passar por essas turbulências que estamos vivendo no ajuste fiscal e com a situação financeira do Estado.

Búrigo adota o mesmo critério de Sartori e do PMDB ao preferir prorrogar a discussão sobre sua candidatura. Ao ser questionado sobre quando pretende se dedicar ao tema, reforça que seu foco é se dedicar 100% ao governo.

– Esse é um horizonte que está muito longe.

Para o ex-prefeito de São José dos Ausentes e ex-secretário municipal de Finanças do governo do ex-prefeito Sartori, o PMDB tem que ter uma decisão tranquila para obter êxito nas próximas eleições para deputado federal e estadual.

– Muitas vezes, a vontade individual não permite que o partido possa fazer uma avaliação madura.

Para Búrigo, Mauro Pereira tem preferência para concorrer à Câmara, já que é deputado federal. Mas evita comentar sobre o número de candidaturas à Assembleia.

Diferentemente de outras eleições, quando evitou comentar antecipadamente sobre sua candidatura, o vereador Edson da Rosa confirma que é pré-candidato a deputado estadual, mas diz que não existe nenhuma candidatura consolidada para as eleições de 2018. Segundo ele, o novo cenário político precisa ser discutido internamente dentro do PMDB.

Assim como ocorreu em 2014, Edson mantém a defesa de duas candidaturas à Assembleia, mas a discussão deve começar muito antes da eleição. Como argumento para as duas vagas, Edson diz que a cidade deverá ter mais de 300 mil eleitores na próxima eleição.

– Continuo com essa mesma perspectiva. Mas não no momento da eleição. A gente não pode contar tão somente com (os eleitores de) Caxias, mas com a região. Temos nichos para procurar fora (de Caxias), no segmento em que atuamos – diz Edson.

O Pioneiro tentou contato telefônico com o ex-vice-prefeito Antonio Feldmann na sexta-feira e ontem. Na sexta também, foi deixado recado para contato via WhatsApp. Feldmann é cotado para concorrer à Assembleia, mas ele não retornou às ligações do Pioneiro. Em manifestações anteriores, o ex-vice-prefeito colocou-se à disposição do partido para concorrer.

`Estou preparado para concorrer a deputado federal¿

Mauro Pereira está menos impulsivo e mais prudente ao comentar sobre a sua terceira disputa à Câmara Federal. Nas duas primeiras, o peemedebista teve de driblar contratempos como a candidatura impugnada de 2010 e a disputa interna com o então vice-prefeito Antonio Feldmann em 2014. Ficou como segundo suplente do partido e assumiu uma vaga na Câmara desde o início em função das escolhas do governador Sartori para seu secretariado. Agora, Mauro é mais cauteloso:

– Sou soldado do PMDB e estou pronto para qualquer missão.

A frase mais ousada de Mauro é:– Estou preparado para concorrer a deputado federal.

À disposição para a disputa, Mauro vê uma nova dificuldade no seu caminho: a votação da Reforma da Previdência. Ele defende mudanças nas regras da aposentadoria, mas a oposição ao governo Michel Temer espalhou outdoors pela cidade chamando-o de ¿traidor¿.

– Hoje, estou sendo muito prejudicado com as mentiras e injustiças, porque nem houve votação (das reformas). Estou trabalhando para fazer mudanças e melhorar (o país), mas estão me queimando na cidade.Antes de ter o nome confirmado para a disputa eleitoral, Mauro diz que precisará convencer a população e até reconhece a possibilidade de não concorrer.

– É lógico que existe o desgaste, mas só existe para quem realmente toma decisão e não fica em cima do muro. A minha candidatura só acontecerá se a sociedade reconhecer o meu trabalho. Se ela não gostou do meu trabalho, não posso ser candidato, tem que dar oportunidade para outro.


 
 

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