Vice-prefeito de Caxias diz que não teria problema em reconsiderar a renúncia - Política - Pioneiro

Mirante16/03/2017 | 08h36Atualizada em 16/03/2017 | 08h36

Vice-prefeito de Caxias diz que não teria problema em reconsiderar a renúncia

Ele afirma, porém, que é difícil e só um motivo muito forte o fará permanecer 

Vice-prefeito de Caxias diz que não teria problema em reconsiderar a renúncia Porthus Junior / Agência RBS/Agência RBS
Fabris justifica renúncia prevista para dia 31 por ter sido escanteado por Daniel Guerra Foto: Porthus Junior / Agência RBS / Agência RBS

A quinze dias de deixar o governo municipal, diante da renúncia anunciada no dia 6, o vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (PRB) mantém a decisão neste momento, mas admite que não teria problema nenhum em reconsiderar.

— Não seria um problema reconsiderar, se tivesse um motivo importante para isso — diz Fabris, acrescentando que do contrário não tem força política para ficar.

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Ele ressalta que tem recebido manifestações favoráveis à sua permanência por parte de vários segmentos da sociedade e se sensibilizou, por exemplo, com a manifestação de um sargento da Brigada Militar, domingo, em São Francisco de Paula. Porém, frisa que reconsiderar é muito difícil, porque "a partir do momento que manifestei minha intenção de sair, eu fico numa situação mais frágil da que eu já estava".

— Eu quero trabalhar na segurança pública — completa o vice, área pela qual é apaixonado, ressaltando que faz parte da Defesa Civil.

Segundo Fabris, quando foi convidado pelo prefeito Daniel Guerra (PRB) para compor a chapa como vice, disse que só aceitaria se, em caso de vitória, ele tivesse independência e autonomia para tratar com segurança pública.

— Ele (Guerra) empenhou a palavra dele comigo e me cortou no dia seguinte da eleição. Suportei até que pude.

O vice, que não tem ninguém em seu gabinete, afirma que não vai ficar quatro anos como enfeite.

Fabris nega que a renúncia esteja relacionada à questão salarial, uma vez que deve se aposentar até 2020, final do mandato. Ele é analista judiciário do Tribunal Regional do Trabalho, mas antes da posse como vice ocupava o cargo de diretor de secretaria da 5ª Vara do Trabalho, recebendo um adicional (DAS - Direção e Assessoramento Superior) de R$ 8 mil. A previsão é de que ele retorne ao posto de diretor em maio/junho. Ao assumir na prefeitura, ele optou por permanecer com o vencimento da Justiça Federal, mas sem a DAS.

— (A questão salarial) Não afeta, porque eu mantive a contribuição previdenciária maior como se fosse de diretor no Tribunal para não afetar minha base de cálculo para a aposentadoria. Eu sabia que ia ganhar menos quando concorri. O fator determinante é o escanteio.

Surgirão motivos fortes que levem à permanência de Fabris como vice-prefeito?

 
 

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