Novela desgastante entre prefeito e vice de Caxias do Sul precisa acabar - Política - Pioneiro

Mirante30/03/2017 | 09h00Atualizada em 01/04/2017 | 00h44

Novela desgastante entre prefeito e vice de Caxias do Sul precisa acabar

Clima fica cada vez mais tenso, com Fabris próximo da oposição e a prefeitura editando medidas para limitar seus passos

Novela desgastante entre prefeito e vice de Caxias do Sul precisa acabar Roni Rigon/Agencia RBS
Brinde de Guerra e Fabris, no final de janeiro, na CIC, demonstrava aparente normalidade nas relações Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O desfecho para a crise política em Caxias, envolvendo o prefeito Daniel Guerra e o vice Ricardo Fabris de Abreu, ambos do PRB, é aguardado com expectativa. O desgaste entre eles, iniciado antes mesmo da posse e que tem protagonizado capítulos diários de confrontos, se tornou uma novela cansativa.

Guerra não considera a mudança de posição do vice, que renunciou e "desrenunciou". Agora, a Procuradoria-Geral do Município também manifesta o entendimento de que não há volta para a renúncia.

O clima fica cada vez mais tenso, com Fabris mostrando claramente que é oposição, ao mesmo tempo em que o governo edita medidas para tentar reduzir ao máximo seus passos dentro da administração. É difícil imaginar um entendimento entre eles. Quem se beneficia são os adversários do governo municipal. 

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O capítulo desta quarta-feira foi uma ordem de serviço baixada pelo secretário de Segurança, Júlio Freitas, de que a Guarda Municipal transporte somente sua corporação e, em casos especiais, no exercício de suas funções, o chefe do Executivo, o secretário da Segurança, seus diretores e coordenadores, e conselheiros tutelares. As exceções serão para pessoas em situação de risco e emergências, decorrentes de detenção.

"Não será permitida a presença de pessoas estranhas em qualquer operação realizada pela Guarda", diz o texto. A medida é uma reação ao memorando de Fabris, encaminhado terça-feira, onde ele fala que foi vigiado pelo "setor de inteligência da Guarda Municipal" em operações de segurança.

Fabris não aceita a determinação desta quarta-feira e solicitou à procuradoria que seja esclarecido à Guarda que vice-prefeito não configura "pessoa estranha" e que agentes políticos e mandatários não se submetem a sanções administrativas, inspeções ou correições. De fato, Fabris não é um estranho. Foi eleito ao lado de Guerra. O problema é que se perdeu a relação de confiança entre os dois. 


 
 

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