Em entrevista à Rádio Gaúcha, Fabris afirma ter sido "deixado de lado" pelo prefeito de Caxias - Política - Pioneiro

Polêmica07/03/2017 | 11h03Atualizada em 07/03/2017 | 11h24

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Fabris afirma ter sido "deixado de lado" pelo prefeito de Caxias

Ricardo Fabris de Abreu renunciou ao cargo na segunda-feira. Ao Pioneiro, ele disse que tomou a decisão por motivos pessoais

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Fabris afirma ter sido "deixado de lado" pelo prefeito de Caxias Roni Rigon/Agencia RBS
No comunicado de renúncia, Fabris afirmou que ficará no cargo até o dia 31 de março Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
Pioneiro com informações da Gaúcha Serra

Diferentemente do que havia anunciado na segunda-feira logo após apresentar uma carta de renúncia ao cargo, o vice-prefeito de Caxias do Sul, Ricardo Fabris de Abreu, voltou atrás e revelou, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, que a falta de diálogo entre ele e o prefeito Daniel Guerra foi a gota d'água para a sua decisão. Até então, Fabris havia justificado a renúncia alegando motivos pessoais. Em entrevista ao Pioneiro, ele afirmou, inclusive, que não havia conflito com o prefeito e a administração.

À Rádio Gaúcha, o Fabris disse que renunciou porque se sentiu "deixado de lado" e por não participar de qualquer decisão do governo. Ele disse que ficava sabendo das ações da prefeitura pelos meios de comunicação.

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Fabris se queixou que o prefeito teria quebrado um acordo que tinham da época de campanha de que o vice teria funções específicas na área que mais o interessava, a Secretaria de Segurança Pública.

— Não vejo razão lógica e plausível para permanecer quatro anos da minha vida e da vida do município simplesmente aguardando eventuais viagens, afastamentos e férias para substituir o prefeito. E a decorrência natural é a renúncia, já que não tenho utilidade.

Ao ser questionado sobre deixar o cargo por não compactuar com a ideia de ser um vice decorativo, Fabris foi além.

— Eu acho exagerado dizer que cansei de ser vice decorativo. Vice é decorativo por essência porque não existe atribuição para vice — destacou

Na carta de renúncia deixada na Câmara de Vereadores no final da tarde desta segunda-feira, Fabris alegou apenas motivos pessoais e na entrevista reiterou que não tem vocação para a política e que vai voltar a atuar como servidor no Judiciário. Quando questionado se faria oposição ao governo, disse que não recebeu nenhum convite e que não tem interesse em permanecer na política.

O vice informou a Câmara antecipadamente, que permanecerá no cargo até o final do mês, para cumprir agendas já marcadas. Citou como exemplo a discussão do processo de ocupação da Maesa, antiga metalúrgica Eberle. Fabris se aproximou do prefeito Daniel Guerra, quando ele era vereador, para tratar de assuntos envolvendo o patrimônio histórico do município. 

O vice-prefeito anuncia a saída dois meses após a posse. O prefeito Daniel Guerra só se manifestou em nota para dizer que acata a decisão do vice.

 

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