Dois nomes para presidir o PT de Caxias do Sul - Política - Pioneiro

Partidos14/03/2017 | 08h00Atualizada em 14/03/2017 | 08h00

Dois nomes para presidir o PT de Caxias do Sul

Ana Corso e Cristiano Cardoso disputam o comando do partido na cidade

O diretório municipal do PT deu início à campanha para eleger o novo presidente do partido na cidade. Na semana passada, dois candidatos colocaram seus nomes à disposição. São eles a ex-vereadora Ana Corso, que concorre pela chapa Muda PT, e o servidor público e cientista político Cristiano Cardoso, pela Renovação Necessária.

Ana Corso, da corrente política Democracia Socialista (DS), terá o apoio de outros quatro grupos: o Avante Socialismo Século XXI, do ex-deputado Marcos Daneluz, a Esquerda Democrática, Articulação de Esquerda e PT Amplo e Democrático. Já Cardoso conta com o apoio da sua corrente, a Unidade e Luta Democrática, que tem figuras como a ex-deputada Marisa Formolo e a vereadora Denise Pessôa. As correntes PT de Luta e de Massas e Construindo Um Novo Brasil, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e núcleos da sigla também apoiam a candidatura do servidor público.

Na segunda eleição, que será realizada, para escolher uma nominata de 36 integrantes do diretório municipal, são duas chapas na disputa. O diretório será composto proporcionalmente, pelo percentual de votos conquistados por cada chapa.

A chapa Muda PT é composta por 84 membros, enquanto a Renovação Necessária apresentou 46 nomes. As chapas têm paridade de gênero, 20% de jovens e 6% de negros ou índios.

Segundo o coordenador da comissão organizadora municipal, Ricardo Barazzetti, para participar da eleição, o militante deve estar filiado há mais de um ano e em dia com a contribuição partidária. Mais de 2,2 mil filiados estão aptos para votar. A eleição está marcada para o dia 9 de abril, das 9h às 17h, na Câmara de Vereadores.

Pelo menos duas propostas unem os candidatos a presidente do diretório municipal do PT. Ana e Cristiano defendem a reaproximação da sigla com suas bases eleitorais e promover mudanças na condução do partido. A ex-vereadora fala que é preciso fazer uma autocrítica sobre os erros cometidos por alguns integrantes. O servidor público defende mais debate.

Ana Corso
"Estamos representando muitas forças políticas. É um momento importante para o partido que sofreu derrota política com o golpe (impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff), o revés nos municípios (as derrotas eleitorais) e é preciso fazer uma autocrítica. Precisamos que o partido se reconecte às suas bases, pois nasceu como representante da classe trabalhadora, e lutar contra a retirada dos direitos dos trabalhadores que iniciaram desde que o (presidente Michel) Temer assumiu. Além disso, precisamos pensar um novo programa aproveitando a discussão da Reforma da Previdência. É um momento importante que o partido precisa aproveitar para a retomada de uma frente ampla. Temos a tarefa de avaliar e preparar a tática e a estratégia e queremos estar na disputa do poder. Precisamos fazer a autocrítica e expulsar as lideranças que cometeram desvios e que erraram. Mas a culpa da corrupção não é só do PT. Não aceitamos financiamento empresarial. Entendemos equivocado e que se mostra corrupto."

Cristiano Cardoso
"A minha candidatura é construída por diversos companheiros e pretende dialogar com a base social como fazíamos antes. Defendemos um PT moderno, ousado e reinventado. Não dá para continuar com a tática usada na década de 80. Devemos também dialogar com os movimentos sociais que surgiram a partir das manifestações de 2013. Precisamos fazer o enfrentamento e o diálogo para construir posições coletivas para dentro e fora do PT. Tenho militância, formação e força de vontade e precisa mudar um pouco o modo de fazer as coisas. Também precisamos fazer uma reflexão do que o PT precisa mudar. O PT levou um golpe, mas continua forte. Vamos fazer o PED (processo de eleições diretas) em mais de 280 municípios do Estado. O PT continua vivo. Estamos em um momento em que o partido precisa debater mais, se reunir mais. Temos que lutar contra a retirada de direitos dos trabalhadores e ser o protagonista de debate contra a Reforma da Previdência."

 
 

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