Decreto do prefeito Guerra determina papel do vice em Caxias - Política - Pioneiro

Mirante24/03/2017 | 09h27Atualizada em 24/03/2017 | 10h03

Decreto do prefeito Guerra determina papel do vice em Caxias

Diminuição das atribuições servirá para controlar ações de Fabris 

Decreto do prefeito Guerra determina papel do vice em Caxias Jonas Ramos/Agencia RBS
Decreto anterior foi revogado e Fabris só exercerá atividade se for convocado e substituirá o prefeito em caso de impedimento  Foto: Jonas Ramos / Agencia RBS

O prefeito Daniel Guerra (PRB) não quer mesmo que o vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (PRB) ganhe espaço dentro da administração. Quarta-feira, um dia após a "desrenúncia" de Fabris, ele se apressou em tomar providência e editou o decreto 18.713.

O trabalho de Fabris foi reduzido a auxiliar o prefeito no exercício de suas atribuições, quando convocado, e representar o prefeito em solenidades, quando oficialmente designado; e a substituir o prefeito, no caso de impedimento, conforme a Lei Orgânica do Município. Ou seja, vice decorativo, a menos que assuma interinamente como prefeito. Guerra já disse que trabalhará ininterruptamente, portanto, não pretende que ele sente em sua cadeira. Se isso vai ser possível, já é outra história.

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Guerra revogou o decreto que estava em vigor (16.780, de 6 de dezembro de 2013), assinado pelo ex-prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT). Pelo documento, o vice tinha, entre outras responsabilidades, a coordenação de elaboração e execução de programas e projetos específicos, verificações de serviços e obras municipais e a constituição de comissões ou grupos de trabalho para a execução de atividades especiais.

A diminuição das atribuições servirá para controlar ações de Fabris, a exemplo da reunião provocada por ele para a criação de um Consórcio Intermunicipal de Segurança entre os municípios componentes da Região Metropolitana da Serra Gaúcha.

No início de março, Fabris reuniu representantes de Farroupilha, Caxias, Bento Gonçalves e São Marcos, na prefeitura de Farroupilha. Guerra e o então secretário da Segurança Pública, José Francisco Mallmann, não sabiam da reunião e não concordam com a criação do consórcio (Com André Tajes).

 
 
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