Vereadores de Flores da Cunha se posicionam sobre projeto que pretende proibir o consumo de álcool em locais públicos - Política - Pioneiro

Polêmica24/02/2017 | 08h00Atualizada em 24/02/2017 | 08h27

Vereadores de Flores da Cunha se posicionam sobre projeto que pretende proibir o consumo de álcool em locais públicos

Pedro Sperluk (PSB) apresentou a matéria na sessão da Câmara na segunda-feira

Vereadores de Flores da Cunha se posicionam sobre projeto que pretende proibir o consumo de álcool em locais públicos Jaqueline Gambin/Divulgação
Pedro Sperluk (PSB) diz que o consumo de bebida alcoólica nas vias públicas e praças na cidade é assombroso Foto: Jaqueline Gambin / Divulgação

Pelo menos três vereadores já se posicionaram contrários ao projeto de lei que pretende proibir o consumo de bebida alcoólica em locais públicos em Flores da Cunha. A proposta do vereador Pedro Sperluk (PSB) foi apresentada na sessão ordinária de segunda-feira, no Legislativo. Antes de ir para votação no plenário, o projeto precisa passar pelas comissões de Constituição, Justiça e Redação Final e de Educação.

O socialista reconhece que o projeto que pretende mudar o Código de Postura do Município é polêmico, mas lista uma série de elementos para convencer a comunidade e os colegas. Em Flores, há nove vereadores, e o projeto precisa de cinco votos para ser aprovado. Sperluk diz que a regulamentação vai evitar crimes e o uso de drogas ilícitas, além de evitar a sujeira deixada nas ruas e calçadas e ainda preservar a saúde.

– O consumo de bebida alcoólica nas vias públicas e praças é assombroso. Não sou contra a bebida alcoólica, mas os jovens que hoje são contrários vão agradecer quando forem pais.

Para Sperluk, a mudança vai atender também a uma reivindicação de proprietários de bares e lancherias, uma que vez que as pessoas trazem de casa a bebida que consomem nos locais públicos.

– Tenho recebido muitas críticas nas redes sociais. As pessoas que são a favor não se manifestam, mas estão torcendo para que o projeto seja aprovado.

A proibição não inclui os eventos com autorização da prefeitura e no entorno dos bares, desde que a bebida tenha sido comprada nesses estabelecimentos. O projeto prevê multa de R$ 125 para quem descumprir a lei, mas não menciona quem será o responsável pela fiscalização.

Na tarde de ontem, o relator da Comissão de Constituição e Justiça, vereador César Ulian, solicitou um prazo de 30 dias para emitir parecer sobre o projeto.

O que dizem os vereadores

¿Ainda não decidi. Preciso ver se é legal. Vamos ouvir os interessados, os proprietários de bares e lancherias.¿ Ademir Barp (PMDB)

¿Em princípio, sou contra. O cerne é a educação das pessoas.¿ João Paulo Carpeggiani (PMDB)

¿O vereador ainda não nos chamou para conversar. Hoje sou contrário. Não pode tirar o direito das pessoas.¿ Everton Scarmin (PMDB)

¿Teria que ser construído com a comunidade. Tem pontos positivos e negativos. Não é pela imposição que vamos resolver.¿ Claudete Gaio Conte (PDT)

¿O projeto precisa de alterações. Existe um abuso do espaço público e as pessoas deixam muita sujeira. Preciso esperar para votar a favor ou contra.¿ Samuel de Barros Dias (PTB)

¿Quem vai fiscalizar? Acho que o projeto não tem legalidade constitucional.¿ Moacir Ascari (PMDB)

¿Estou analisando. Não tenho opinião formada. É um projeto bastante complexo.¿ César Ulian (PP)

¿A gente tem que se aprofundar. Ele (autor) não procurou a gente para discutir. Hoje eu votaria contra.¿ Clodomir Rigo (PP)

 
 

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