PP sinaliza aproximação ao governo Guerra e defende "participação voluntária" em Caxias - Política - Pioneiro

Política23/02/2017 | 11h20Atualizada em 23/02/2017 | 11h20

PP sinaliza aproximação ao governo Guerra e defende "participação voluntária" em Caxias

Presidente interina do partido, Drica de Lucena acredita que a nova forma de fazer política é ser agregadora

PP sinaliza aproximação ao governo Guerra e defende "participação voluntária" em Caxias Andreia Copini / Divulgação/Divulgação
"A população espera é que as pessoas sejam sempre a favor do que for melhor para o município" Foto: Andreia Copini / Divulgação / Divulgação

O PP é o primeiro partido que apoiou a candidatura de Edson Néspolo (PDT) a sinalizar com uma aproximação ao governo do prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (PRB). A postura consistente de oposição liderada pelo ex-presidente interino e ex-vereador Guila Sebben dá lugar a uma opinião de participação, mesmo que de forma voluntária, agora sob o comando da nova presidente interina do partido, Drica de Lucena.

Os constantes elogios e as defesas do único vereador do PP na Câmara, Arlindo Bandeira, às ações do prefeito têm soado como clara e manifesta intenção de compor com o governo. O comportamento de Bandeira tem sido alvo de insinuações de que ele seria de fato o "líder do governo" no Legislativo.

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Na semana passada, houve a especulação de que o caminho do PP era o ingresso no Governo Guerra. Integrantes do diretório tratam o assunto com cautela, mas admitem deixar o partido caso se confirme o apoio.

Drica diz que respeita os posicionamentos de Bandeira, e reforça que as ações dele na Câmara correspondem às expectativas dos seus eleitores.

— Ele (Bandeira) tem total liberdade. Querendo ou não, ele é a nossa liderança. Ele não vai ser oposição ou situação. É uma posição muito mais respeitosa perante o gestor público, dando apoio como legislador para que as ações boas aconteçam, independentemente da questão partidária.

Segundo a presidente interina do partido, a população não está interessada nessa divisão entre situação ou oposição. Ela acredita que a nova forma de fazer política é ser agregadora.

— A população espera é que as pessoas sejam sempre a favor do que for melhor para o município, para a administração.

Drica nega qualquer contato com Guerra para tratar do ingresso no governo, mas não descarta uma participação do partido, mesmo que de forma voluntária. Ela diz que o PP tem filiados com perfis técnicos e várias habilidades.

— Estamos à disposição do governo. Temos perfis técnicos que podem contribuir, mas não quer dizer que tem que ser compondo o governo. Pode ser de forma colaborativa, e não somente ocupando cargos.

A presidente interina diz que não houve uma discussão dentro do partido sobre ingressar no governo.

— Vai ser uma decisão tomada internamente, e não uma posição individual.

Lideranças defendem posição de independência

Afastado da presidência do partido desde 2016, Selvino Segat confirma que "ouviu falar" sobre um possível apoio do PP ao Governo Guerra, mas ressalta que não houve essa definição no partido. Ele destaca que uma possível definição deve ser abrangente, e não uma decisão de A, B ou C, ou um cargo aqui e outro lá.

— Política não se faz com cargos, mas com ideologia e princípios.

Segat entende que o PP deveria manter uma posição de independência até a consolidação do governo de Guerra. Segundo ele, ainda é cedo para o partido ingressar da administração municipal, mas concorda com algumas ações tomadas pelo Executivo.

— Acho que os procedimentos estão corretos. As primeiras ações, como a redução do índice de reajuste do Samae (da água), a população gostou. O fato de não aumentar a passagem (do transporte coletivo urbano) é uma atitude popular muito boa, mas tem que ver bem o outro lado. Em tese é, razoavelmente, boa.

Mais econômico com as palavras, o empresário Ovídio Deitos diz que não ouviu falar sobre o possível ingresso do PP na administração Guerra.

— Não estou sabendo de nada. Ninguém falou nada comigo.

Deitos também defende uma posição de independência.

— Não sei se isso seria bom. Acho que o partido tem que seguir em uma linha independente.

 
 

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