Empresário gaúcho nega relação com compra de mansão de Lula em Punta del Este - Política - Pioneiro

Política01/11/2016 | 08h54Atualizada em 01/11/2016 | 13h24

Empresário gaúcho nega relação com compra de mansão de Lula em Punta del Este

Empresa de Alexandre Grendene divulgou comunicado ao mercado nesta segunda-feira

Empresário gaúcho nega relação com compra de mansão de Lula em Punta del Este Emmanuel Denaui/Divulgação
Em nota, Alexandre Grendene Bartelle, presidente do Conselho de Administração, nega informação publicada na revista Foto: Emmanuel Denaui / Divulgação

A indústria de calçados Grendene, de Farroupilha, enviou um comunicado ao mercado nesta segunda-feira negando relação com a compra de uma mansão para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Punta del Este, no Uruguai. O imóvel estaria avaliado em US$ 2 milhões.

Em nota, o empresário Alexandre Grendene Bartelle, presidente do Conselho de Administração, nega informação publicada na revista IstoÉ do dia 29 de outubro e no jornal uruguaio El País neste domingo, de que seria proprietário, por meio de uma offshore, da casa citada nas reportagens como sendo do ex-presidente. O comunicado reitera que ele nunca foi proprietário, direta ou indiretamente, do imóvel.

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Conforme a reportagem do El País, a investigação foi iniciada em agosto. Segundo a publicação, o esquema seria semelhante ao adotado pelo petista para as outras propriedades utilizadas por ele no Brasil - em que os imóveis ficam registrados em nome de empresários amigos, como o tríplex no Guarujá e o sítio em Atibaia.

A Grendene também disse que não adquiriu a empresa Vulcabrás S.A. e que não recebeu empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para esta aquisição. Afirmou que a Vulcabrás pertenceu à companhia nos anos 1990 e, desde 2000, é uma empresa independente sem qualquer vínculo com a Grendene. O comunicado diz ainda que a companhia fez algumas operações de financiamento de máquinas pelo sistema Finame, ligado ao BNDES, e de financiamento às exportações (EXIM), mas que todas as operações que fez em seus 46 anos de atuação seriam inferiores aos valores citados na matéria. Segundo a IstoÉ, a Grendene obteve empréstimos subsidiados do Banco de Desenvolvimento, no valor de R$ 3 bilhões, que estão sendo investigados pelo Ministério Público Federal de Novo Hamburgo. De acordo com a publicação, só para a compra da Vulcabrás, o BNDES emprestou R$ 314 milhões para a Grendene.

A matéria citou ainda que os irmãos Pedro e Alexandre Grendene participaram também, em 2008, de um negócio para implantação de usinas de açúcar e álcool no valor de R$ 1,8 bilhão, com dinheiro do governo. 

 
 

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