PT não apoia oficialmente, mas demonstra "compreensão" aos votos pró-Guerra - Política - Pioneiro

Mirante08/10/2016 | 08h33Atualizada em 08/10/2016 | 08h33

PT não apoia oficialmente, mas demonstra "compreensão" aos votos pró-Guerra

Tudo o que os petistas não querem é a vitória de Néspolo, Sartori e Alceu


PT do candidato derrotado Pepe Vargas trabalha para tirar atual grupo do comando da prefeitura de Caxias do Sul Foto: Jonas Ramos / Agencia RBS

Ao decidir não dar apoio formal nem a Daniel Guerra (PRB), nem a Edson Néspolo (PDT), neste segundo turno da disputa à prefeitura, o PT seguiu o que o deputado federal Pepe Vargas anunciou logo após sua derrota no domingo: que será oposição ao projeto que for eleito. "Nenhum dos dois projetos políticos que foram ao segundo turno são de nossa responsabilidade e não representam nossas posições", diz a resolução do diretório do PT tirada na noite de quinta-feira.

É nítida a inclinação ao representante do PRB, como já era previsto. Não há apoio formal, mas a nota distribuída pelo partido demonstra que a adesão à candidatura de Guerra é aceitável, já que a reconhece como de oposição ao atual governo municipal.

Tudo o que os petistas não querem é que Néspolo, o governador José Ivo Sartori (PMDB) e o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) vençam.

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"Compreendemos as manifestações de eleitores que votaram na nossa candidatura no primeiro turno e agora votarão em Daniel Guerra para impedir a vitória do continuísmo", diz a resolução.

Terça-feira, a vereadora Ana Corso fez uma postagem em seu Facebook resgatando declaração de Alceu, em que se referia ao PT como bando de ladrão. Ela classificou de imunda a campanha dos governistas contra seu partido.

A manifestação do PT na resolução é bem dura em relação a Néspolo. Acusa a campanha do governista de ter adquirido contornos fascistas "ao propor que os eleitores votassem pelo fim do PT, criminalizando somente e todos os petistas pela corrupção".

O posicionamento da campanha do pedetista é considerado hipocrisia, por vir de "um bloco de partidos que tem o maior número de investigados ou condenados pela operação Lava-Jato, inclusive Eduardo Cunha, do PMDB, sigla do seu candidato a vice-prefeito (Antonio Feldmann). E o PDT, recentemente, teve o deputado Bassegio cassado pela Assembleia Legislativa por amealhar parcela dos salários dos seus assessores".

Os governos dos peemedebistas Sartori e Michel Temer não foram esquecidos.

"A coligação de Néspolo representa não só o governo Sartori, mas também as principais forças que dão sustentação ao ilegítimo governo Temer e sua agenda de ataque aos direitos dos trabalhadores", frisam os petistas.


 
 
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