Daniel Guerra no segundo turno confronta governo Alceu - Política - Pioneiro

Mirante03/10/2016 | 08h36Atualizada em 03/10/2016 | 09h24

Daniel Guerra no segundo turno confronta governo Alceu

Opositor ferrenho à administração tirou Pepe e o PT da disputa. Mas governista fez votação significativa

Daniel Guerra no segundo turno confronta governo Alceu Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Liderados por José Ivo Sartori, apoiadores levaram Edson Néspolo à urna na manhã deste domingo Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A disputa em segundo turno para o comando de Caxias do Sul entre o governista Edson Néspolo (PDT) e Daniel Guerra (PRB) confirma a situação dramática do PT, deixando fora da disputa o ex-prefeito Pepe Vargas, político de trajetória histórica.

Ao mesmo tempo, reforça que a avaliação da administração de Alceu Barbosa Velho (PDT) está mesmo sob o crivo da população. Afinal, Guerra conquistou o eleitorado justamente por suas posições na Câmara de Vereadores, frontalmente de oposição, "sem jeitinho", como costuma afirmar. Pesa aí, também, sua postura de que não governa para os partidos políticos, hoje extremamente desacreditados.

Daniel Guerra contou com presença do deputado Carlos Gomes, presidente estadual do PRB Foto: Jonas Ramos / Agencia RBS

Enquanto as atenções se voltavam para Néspolo e Pepe, Guerra foi se firmando. O republicano sempre demonstrou muita confiança de que chegaria ao segundo turno. Já a ida de Néspolo era considerada natural, especialmente pelo latifúndio de tempo que possuía no horário eleitoral, por ter a projeção de um governo há 12 anos no poder e pelo exército de apoiadores.

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O pedetista se manteve na liderança desde o início da apuração, registrou ao final uma diferença a seu favor de 14,43%. É bem significativo o índice de 43,54% conquistado, um total de 102.044 votos contra 68.214 de Guerra (29,11%).

Porém, vale lembrar que o governista tem o suporte de 21 partidos, entre eles o PMDB do governador José Ivo Sartori, enquanto Guerra tem três siglas de pequena representação na cidade, PRB, PR e PEN.

Se o PT tivesse chegado ao segundo turno, teria sido mais pela tradição na cidade do que pela atuação nestes quatro anos. Apesar do trabalho na Câmara, a sigla praticamente havia sumido com a proliferação de escândalos em âmbito federal.

O PT em terceiro lugar merece profunda reflexão interna. Esta é a quarta derrota consecutiva (2004, 2008 e 2012) e a pior delas, já que o PT encolheu mais no Legislativo, comparado com as duas eleições anteriores.

Agora, é bola ao centro, começa uma nova partida. O confronto será cara a cara.

— A população quer mudança. Nós somos o novo — disse Guerra ao ser confirmado no segundo turno.

Néspolo, embora tenha calcado sua propaganda na marca de sua mão nas obras dos últimos 12 anos, também fala em renovação. 

 
 
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