Candidatos avaliam clima da campanha em Caxias do Sul - Política - Pioneiro

Mirante19/10/2016 | 13h49Atualizada em 19/10/2016 | 15h25

Candidatos avaliam clima da campanha em Caxias do Sul

Guerra e Néspolo falaram sobre o mal-estar entre eles neste segundo turno e o acirramento nas redes sociais


Colaborou André Tajes

Os candidatos a prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (PRB) e Edson Néspolo (PDT), falaram nesta terça-feira, separadamente, sobre o clima da campanha neste segundo turno, especialmente diante do fato de não terem se cumprimentado no debate da Rádio Gaúcha Serra e diante do acirramento das manifestações de apoiadores nas redes sociais.

Foi perguntado se os fortes conflitos que têm marcado a campanha eleitoral em Porto Alegre poderiam ocorrer em Caxias, ou seja, se eles não temem desavenças maiores.

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Outro aspecto destacado foi o termo usado por Guerra em relação a Néspolo, em entrevista na Rádio Caxias, o que fez com que o governista se manifestasse no programa eleitoral. O republicano gaguejou e não conseguiu dizer a palavra corretamente, mas deu a entender que chamava o adversário de titeriteiro ou titereiro (manipulador de marionetes).

Confira abaixo as declarações de Guerra e Néspolo.

Daniel Guerra (PRB)

"Os nossos projetos são muito diferentes", afirma Guerra em relação ao adversário na disputa Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Sobre desavenças que possam gerar consequências graves.
— A população já tem visto que nós temos tido desde o primeiro dia de campanha uma campanha propositiva. Esta é a linha da nossa candidatura e será até 30 de outubro desta mesma forma. Em nenhum programa de TV nosso utilizamos sequer um segundo para qualquer tipo de situação senão para dizer qual é o nosso projeto de cidade, como nós vamos fazer, aonde vamos fazer, de onde vamos alocar os recursos para viabilizar aquilo que estamos acreditando como prioritário.

Sobre o acirramento nas redes sociais.
— Tenho partilhado com as pessoas que estão neste grande projeto que temos dado o exemplo, no sentido de debater as ideias e contrapor com argumentos, nunca entrando numa esfera de ordem pessoal ou para denegrir, prejudicar. Mas, às vezes, pode ter algum simpatizante com um pouco mais de paixão emocional.

Sobre a crítica feita a Néspolo na Rádio Caxias.
— Eu penso que foi tirada de um todo de uma entrevista de uma hora, foi tirada uma parte de uma colocação onde se entrava a questão dos 18 vereadores. O candidato diz que tem 18 vereadores. Uma afirmação dessas, pública, como foi feita pela coligação do concorrente, é uma manipulação da verdade, está manipulando um fato que não existe. Ninguém é vereador de candidato, ninguém é vereador de si mesmo, ninguém é vereador de partido. O vereador, na Constituição, é o representante da cidade. Dentro deste grande contexto, da forma como a pessoa se posicionou, estava manipulando. Foi um adjetivo que, em momento algum, quis tratar pessoalidade ou a intimidade do candidato. Nunca fiz isso, jamais vou me posicionar por esta linha, mas, sim, de uma característica em razão dos fatos e atitudes do outro candidato.

Sobre ele e o adversário não se cumprimentarem (no debate da Gaúcha Serra).
— Eu cumprimentei. Dei bom dia. Ontem (segunda-feira) nos cruzamos novamente no encontro da faculdade (Anhanguera), cumprimentei. Eu estendi a mão. Ele, de leve, estendeu. Teve uma saudação normal. Não há nenhum tipo de situação de ordem afetiva ou emocional, há sim uma conduta muito clara que os nossos projetos são muito diferentes.

Edson Néspolo (PDT)

"Ele me chamou de um termo que eu não mereço", disse Néspolo, sobre a expressão manipulador de marionetes Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Sobre desavenças, que possam gerar consequências graves.
— O que ocorreu em Porto Alegre é um episódio totalmente diferente, isolado. Lá não tem propostas, está virado só em críticas. Caxias do Sul não tem espaço para isso. Acho que tem os ânimos acirrados, alguma coisa, em redes sociais, mas não vejo de ter agressões físicas ou alguma coisa nesse campo. Não acredito que em Caxias ocorra isso.

Sobre a declaração de Guerra na Rádio Caxias.

— Eu fui agredido verbalmente pelo candidato e estou tranquilo. Me cita um caso que eu agredi esse candidato. Ele me chamou de um termo que eu não mereço, que eu não sou. Colega que fui dele, ajudei ele, ele me tachar pelo nome que... não ter um adjetivo de bom para mim e me tachar do que ele me tachou. Quem agrediu nessa campanha foi só uma pessoa, Daniel Guerra.

Sobre o acirramento nas redes sociais.
— Nas redes sociais, acho que tem exagero de ambos os lados. Eu não concordo com isso, não participo muito de rede social.

Sobre uma página no Facebook com brincadeiras em tom pejorativo ao adversário.
— Se eu souber que tem alguma vinculação conosco, eu mandarei cortar na hora esta página. Não sei desta página, não sei quem manipula ela, de quem é, mas não concordo com isso.

Sobre ele e o adversário não se cumprimentarem (no debate da Gaúcha Serra).
— Eu cheguei antes no debate, ele sentou depois, não me cumprimentou. Eu citei o nome dele, ele nem citou meu nome, citou como candidato, ele tem tido gestos de descortesia, uma em cima da outra. Mas, ontem (segunda-feira) à noite, no debate na Anhanguera estendi a mão, cumprimentei, eu não tenho este tipo de problema não. 


 
 
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