Candidatos a prefeito de Caxias do Sul são contrários à PEC 241 - Política - Pioneiro

Tema da Hora14/10/2016 | 19h29Atualizada em 14/10/2016 | 19h29

Candidatos a prefeito de Caxias do Sul são contrários à PEC 241

Daniel Guerra e Edson Néspolo concordam com o limite de gastos, mas não na saúde e educação

Candidatos a prefeito de Caxias do Sul são contrários à PEC 241 Montagem com imagens de Marcelo Casagrande e Jonas Ramos/agência RBS
Foto: Montagem com imagens de Marcelo Casagrande e Jonas Ramos / agência RBS

A PEC que estabelece um teto para o aumento dos gastos públicos pelas próximas duas décadas foi aprovada na madrugada da terça-feira. Foram 366 votos favoráveis e 111 contrários. Ela precisa retornar à pauta para segunda votação.

Candidatos a prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (PRB) e Edson Néspolo (PDT) concordam com o limite de gastos, mas não em áreas essenciais, como saúde e educação.

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Néspolo destaca que não está claro como será o gerenciamento dos setores diante da demanda crescente. Guerra acredita que a proposta não passará em segunda discussão. Confira as opiniões.

O QUE ELES DIZEM

"O limite (para os gastos) é fundamental. Se tivesse esse limitador há 20 anos, não estaríamos no fundo do poço no país. Mas lamento que, neste conjunto, tenha se colocado saúde e educação, porque aí prejudica um pouco, porque não fica bem claro como vai ser para gerenciar a educação e a saúde com essas demandas crescentes. Então, é um negócio que tinha que ter limitador, porque realmente não tinha mais como continuar a vida inteira gastando mais do que se arrecada. Agora, eu vejo um problema quando a educação e a saúde entram nessa vala comum. A saúde e a educação já estão com dificuldades. Cada vez mais os municípios colocando mais recursos. E se vem uma limitação, a saída é muito complicada". Edson Néspolo (PDT)

"O que deve haver não é somente o teto (para os gastos), deve haver o corte de diversas despesas que são descabidas. A segunda questão é que é inadmissível que haja um teto para se falar em áreas como saúde, segurança e educação. Não dá para admitir que quem pague a conta seja sempre a parte que mais sofre com toda essa falta de gestão que há no setor público. Agora, do jeito que a PEC está, onde ela pode vir a afetar o cidadão, não há como não se manifestar e sensibilizar a Câmara Federal e o Senado no sentido que o presidente reconsidere o seu posicionamento. A PEC ainda precisa da segunda discussão. Quero crer que o governo federal vai levar em consideração essas observações que muitos economistas já fizeram, e não só economistas, mas a população. Quero crer que o Senado não vai permitir que passe dessa forma equivocada. Não acredito que, do jeito que está hoje, ela seja aprovada". Daniel Guerra (PRB)




 
 

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