Provocações recheiam o confronto final à prefeitura de Caxias do Sul - Política - Pioneiro

Mirante30/09/2016 | 09h06Atualizada em 30/09/2016 | 14h08

Provocações recheiam o confronto final à prefeitura de Caxias do Sul

Corrupção, verbas para a cidade e despesas na Festa da Uva geraram troca de alfinetadas

Provocações recheiam o confronto final à prefeitura de Caxias do Sul Felipe Nyland/Agencia RBS
Assis Melo, Edson Néspolo, Pepe Vargas e Daniel Guerra travaram último debate nesta quinta-feira Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Os momentos que mais chamaram atenção no debate entre os candidatos a prefeito de Caxias do Sul, na noite desta quinta-feira, na RBS TV Caxias, giraram em torno do envolvimento de partidos políticos em corrupção, destinação de verbas para a cidade e de uma suposta condenação do candidato governista na presidência da Festa da Uva.

O último confronto foi realizado entre Edson Néspolo (PDT), Assis Melo (PCdoB), Daniel Guerra (PRB) e Pepe Vargas (PT) e veio com várias provocações. O fato novo foi a afirmação de Guerra, quando disse que Néspolo foi condenado pelo Tribunal de Contas por realização de despesas desnecessárias na Festa da Uva. 

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O governista não esboçou preocupação, respondeu que "desespero não pode valer para tudo". Negou que haja condenação e disse que Guerra deveria ter apresentado antes.

A mão do Néspolo, bordão usado exaustivamente no horário eleitoral do candidato de situação, foi expressão usada diversas vezes no tom de cobrança de ações que não foram executadas pelo governo que representa.

O governista, naturalmente, era alvo dos três adversários, mas não se fez de rogado. Disse que Pepe destinou apenas R$ 10 milhões em emendas para Caxias e privilegiou outros municípios, a maioria administrada pelo PT. O petista considerou uma ingratidão e lembrou de recursos obtidos inclusive para a Festa da Uva, presidida por Néspolo.

Em várias ocasiões, Néspolo fez questão de dizer que Guerra integrou o governo de José Ivo Sartori (PMDB), como secretário do Turismo, e agora critica a administração. Chegou até a afirmar que tinha que admitir que foi um bom secretário.

Partidos e corrupção

As questões nacionais com as denúncias de corrupção não foram ignoradas em um round específico entre Pepe e Néspolo. Diante da provocação do governista, dizendo que o PDT era "um partido limpo na podridão de Brasília" e ligando Pepe ao governo de Dilma Rousseff, de quem foi ministro, o petista não poupou.

— O corrupto mor, Eduardo Cunha, é do PMDB do teu vice Antonio Feldmann — afirmou Pepe, mencionando ainda o ex-deputado estadual do PDT, Dr. Basegio, que foi cassado.

Alfinetadas

Assis também foi lembrado por Néspolo que seu partido fez parte do atual governo até pouco tempo. O comunista repetiu afirmação feita ainda no início da campanha, dando a entender que nem tudo são flores na administração pelo fato do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) ter aberto mão de ir à reeleição.

— Não fui só eu que saí do governo, o próprio prefeito não quis mais concorrer – disse Assis, para dar o recado direto na linha que tem adotado na campanha: a contrariedade ao governo Michel Temer (PMDB).

— Como vamos ficar em um governo que apoia o golpe e retira direitos dos trabalhadores?

Por fim, Néspolo apelou:

—Tentaram no tapetão nos tirar o direito de concorrer — falando sobre a ação do PT contra sua candidatura.

Guerra fez questão de ressaltar, ao encerrar, que mais de 90% da população não têm filiação e que Caxias não é dos partidos políticos, em uma clara crítica às 21 siglas da chapa governista.

 
 
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