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Mirante22/06/2016 | 07h16Atualizada em 22/06/2016 | 14h09

Troca do presidente do PMDB de Caxias do Sul oficializa divergências

Secretário estadual Carlos Búrigo, braço direito de Sartori, participou da reunião de segunda, que culminou com pedido de licença de Dallegrave

Troca do presidente do PMDB de Caxias do Sul oficializa divergências Roni Rigon/Agencia RBS
Ari Dallegrave, defensor da candidatura própria, deixou comando do PMDB na terça-feira Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O afastamento de Ari Dallegrave da presidência do PMDB, ocorrido nesta terça-feira, é o reflexo claro do racha que se instalou no partido do governador José Ivo Sartori para as eleições à prefeitura de Caxias do Sul. José Luiz Zechin, primeiro vice-presidente, assumiu o comando.

A manutenção da dobradinha PDT/PMDB, que deve se confirmar na reunião do diretório no próximo dia 30, com apoio à pré-candidatura de Edson Néspolo, vem com um grande desgaste.

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Quem esteve na reunião da Executiva, na segunda-feira, cuja decisão foi a de não ouvir os filiados, configurando-se como o estopim do mal-estar instalado no PMDB, foi o secretário estadual Carlos Búrigo, braço direito de Sartori.

Ele veio dizer que é a favor da continuidade. Aliás, o que não é novidade.

E basta.

Zechin garante que a vinda de Búrigo não foi um recado de Sartori.

— O governador já manifestou que não vai se colocar nessa discussão agora. E está certo, porque tem uma coligação no Estado que compõe a base política na Assembleia, tem muitos partidos da base nas disputas municipais um contra o outro. Mas a posição do Búrigo é clara, que é a de defensor da continuidade — disse Zechin.

Ele complementou afirmando que Búrigo não fez referência que a cabeça de chapa seja do PDT.

"Verdades à tona"

Questionado se a reunião de segunda-feira foi tensa, Zechin respondeu que foi normal. Mas disse que "as verdades têm que vir à tona".

— Chega o momento em que as pessoas têm que tomar posição clara. Se eu tenho uma posição divergente, não significa que somos inimigos, temos que ter nossas posições livres, nossas concepções sobre as coisas. Isso faz parte da democracia.

Zechin acrescenta que será o condutor da vontade da Executiva e do diretório.

E frisa:

— Nós temos que ter unidade e a minoria tem que se render à vontade da maioria, assim é a essência da democracia.

Hoje, a Executiva se reúne para avaliar a crise interna e começar a apagar o incêndio.

Juntos no Mato Grosso

Vale lembrar que no feriadão de Corpus Christi, que coincidiu com o de Nossa Senhora de Caravaggio, em maio, Sartori, Néspolo, o prefeito Alceu Barbosa Velho e Zechin, mais os amigos Paulo Spanholi e Beto Delazzeri, viajaram para o Mato Grosso.

Eles ficaram em fazendas do proprietário do grupo Bom Futuro, em Campo Verde. Sartori e Alceu ainda foram ao aniversário do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PMDB), em Cuiabá.

Só isso já é suficiente para ter-se uma ideia do que está traçado. 

 
 
 

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