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Mirante07/08/2020 | 20h32Atualizada em 07/08/2020 | 20h32

Autor do pedido de impeachment do prefeito e vice de Caxias é ex-CC do Governo Guerra

 Júlio César da Silva Soares estava lotado na Secretaria da Saúde 

Autor do pedido de impeachment do prefeito e vice de Caxias é ex-CC do Governo Guerra Arquivo Pessoal / Divulgação/Divulgação
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação / Divulgação

O autor do quarto pedido de impeachment do prefeito Flávio Cassina (PTB) e o segundo contra o vice-prefeito Elói Frizzo (PSB) é filiado ao Republicanos. Júlio César da Silva Soares, 50 anos, que foi CC 8 no final do Governo Daniel Guerra (a partir de 16 de setembro de 2019), é pré-candidato a vereador. Ele é enfermeiro e bacharel em Direito. Na administração municipal, ocupou o cargo de diretor da Vigilância à Saúde, lotado na Secretaria Municipal de Saúde, que era comandada pelo presidente do Republicanos, Júlio César Freitas da Rosa.

O acolhimento da denúncia será apreciado na sessão da Câmara de Vereadores de terça-feira. Nesta data, começa a vigorar a resolução 1.004/A, de 30 de julho de 2020, da Mesa Diretora, que suspende a transmissão ao vivo das sessões. A medida deve-se ao período eleitoral e vai até 16 de novembro.

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O autor do pedido diz que ingressou com a ação como cidadão. Apesar de ser pré-candidato, ele afirma que não foi conversado sobre a iniciativa com o Republicanos. Destaca que a decisão de aceitar a denúncia é exclusiva dos vereadores e que é uma peça fundamentada, elaborada por ele. Soares ressalta ser professor de ética e legislação e responsabilidade civil na área da saúde.

O pedido de impeachment tem como base a nova bandeira do distanciamento controlado devido à covid-19, anunciada por Cassina,  destacando que "mesmo que esta estivesse em conflito com as determinações sanitárias previstas em decreto estadual”.Também argumenta que o decreto 21.091, editado pelo prefeito, é ilegal, pois determina regras de distanciamento social não permitidas pela norma estadual superior. 

– Não estou fazendo nada sem pé nem cabeça. É uma peça fundamentada – diz.

:: O fato de um pré-candidato a vereador ser o autor revela interesse em obter visibilidade para faturar eleitoralmente. No caso de Cassina e Frizzo,  há ainda a sede de vingança do governo cassado.

:: Além de o prefeito e vice terem ampla maioria na Câmara, o que já derruba as chances de aceitar a denúncia, abrir um processo de impeachment em plena pandemia provoca ainda mais insegurança. 

"É claro que não"

– É claro que não há participação alguma do Republicanos de Caxias do Sul nesta iniciativa do professor Júlio Soares. Cada cidadão, filiado ou não ao Republicanos, pré-candidato ou não pelo partido, é livre e responsável por seus atos. Não tratamos nossos filiados com cabresto.

Essa é a afirmação de Júlio Freitas, mesmo o filiado sendo pré-candidato a vereador e iniciar a denúncia dizendo: "Os políticos denunciados Flávio Guido Cassina e Edio Elói Frizzo, após cassarem com um processo de impeachment o prefeito municipal Daniel Guerra no mês de dezembro de 2019, sem que este tenha cometido quaisquer crimes de responsabilidade, assumiram os cargos de prefeito e vice desrespeitando o voto da população caxiense."

Embora garanta que o Republicanos não tenha participação, Freitas parabeniza o autor da ação.

– Ele tem conhecimento técnico, científico e profissional para tanto. Neste caso específico, há crime de responsabilidade flagrante – defende.

E não perde a chance:

– Caxias está sofrendo os efeitos desta pandemia muito mais pelos atos deste desgoverno tampão, do que pela própria pandemia.

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