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Mirante22/07/2020 | 20h03Atualizada em 22/07/2020 | 20h03

Vice-prefeito de Caxias do Sul e vereadora têm novo confronto

Denise criticou governo em redes sociais e Frizzo não deixou passar, revidando na postagem

Vice-prefeito de Caxias do Sul e vereadora têm novo confronto Gabriel Lain/Divulgação
Denise Pessôa estuda medida sobre ação do governo Foto: Gabriel Lain / Divulgação

Um novo confronto entre a vereadora Denise Pessôa (PT) e o vice-prefeito Elói Frizzo (PSB) foi registrado devido à pandemia do coronavírus e as eleições. Na noite de terça-feira (21), a vereadora reagiu diante da compra divulgada no Diário Oficial do Município de hidroxicloroquina e ivermectina e de uma câmara frigorífica mortuária. Nas redes sociais, ela escreveu: "Acabamos de constatar dois atos que dizem muito sobre esse desgoverno".

Denise citou as duas aquisições e acrescentou: "Enquanto isso, continuam lutando com unhas e dentes pra reverter para a bandeira laranja, liberam jogos de futebol na cidade, não fiscalizam o atendimento dos protocolos. Situação muito preocupante! Alguns dirão que é prevenção! Como você classifica esse governo?"

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A postagem gerou debates e questionamentos. E Frizzo fez questão de revidar diretamente na publicação da petista, dizendo que ela estava nervosa por causa da disputa eleitoral. 

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Elói Frizzo disse que vereadora está nervosa por causa das eleiçõesFoto: Fabiana de Lucena / Divulgação

"Entendo que o ano eleitoral esta deixando muita gente nervosa. A Câmara frigorífica é uma recomendação do Ministério da Saúde, no sentido de não se deixar 'cadáveres' expostos ao tempo, especialmente junto a UPA. Isso se chama respeito, especialmente com nossos servidores e familiares. Já com relação à medicação, é responsabilidade da secretaria colocar tais medicamentos à disposição, se algum médico quiser por sua iniciativa, receitar, como refere a Associação Médica Brasileira. Ninguém está forçando ou distribuindo essa medicação de forma irresponsável. Responsabilidade única e exclusiva de quem assinar a receita. Nada mais que isso", escreveu o vice.

Denise novamente se manifestou, questionando: "É recomendação. Então estão esperando muitos mais óbitos?"

A prefeitura diz que no prédio da Secretaria Municipal da Saúde existe um local chamado "morgue", onde ficam armazenados os corpos até a funerária retirar. O atual espaço comporta apenas um corpo. Com a câmara, será possível armazenar três corpos. O município justifica que é norma do Ministério da Saúde. 

Ao mesmo tempo em que é adquirida a polêmica medicação para combater a doença, é necessário ter mais capacidade para armazenar corpos. As ações, inevitavelmente, provocam repercussão e são vistas como contraditórias.

Episódio anterior

No início do mês, o vice-prefeito classificou de "necrófilos" pessoas que fazem certas manifestações sobre o número de infectados e de óbitos, em razão da pandemia. "Parecem sentir prazer em divulgar e em acentuar a culpabilidade de alguém pelas mazelas vivenciadas não só em Caxias, mas no Brasil e no Mundo", disse ele. 

Foi uma reação às postagens, na ocasião, da vereadora e do deputado estadual Pepe Vargas (PT), quando o município passou dos mil casos de contaminação. Denise havia feito uma publicação dando ênfase ao registro de casos em 28 de junho: 1013. O destaque chamou atenção por contar com o número de seu partido. Frizzo chegou a fazer uma relação entre o 10 do Republicanos e o 13 do PT, dizendo que devia ser uma aliança com o partido do ex-prefeito Daniel Guerra.

Informações

Denise Pessôa diz que vai buscar mais dados sobre essas questões, verificar como ocorre em outras cidades, com médicos e com o Conselho Estadual de Saúde, bem como um pedido de informações, para definir qual medida pode adotar. 

Ela teme que a compra da hidroxicloroquina e ivermectina coloque a população contra os médicos, porque alguns não vão querer prescrever. Já os pacientes, em desespero, vão querer porque o município comprou. Também entende que o dinheiro devia ser usado para comprar testes.

– É muito grave – diz ela.

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