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Mirante16/06/2020 | 19h10Atualizada em 16/06/2020 | 19h10

Vereador de Caxias do Sul chama colegas de oportunistas

Em tom alterado, Paulo Périco (MDB) criticou ida de Adiló Didomenico e Velocino Uez a Porto Alegre para falar com governador 

Vereador de Caxias do Sul chama colegas de oportunistas YouTube/Reprodução
Manifestações de Périco mostram que a campanha eleitoral já começou Foto: YouTube / Reprodução

O vereador Paulo Périco (MDB) reagiu em tom bastante alterado na sessão de ontem, da Câmara de Vereadores, diante da ida dos vereadores Adiló Didomenico (PSDB) e Velocino Uez (PTB) a Porto Alegre, na segunda-feira, para falar com o governador Eduardo Leite (PSDB). Também foi o deputado estadual Neri, O Carteiro (Solidariedade). O motivo foi a troca para bandeira vermelha em função do coronavírus. Eles levaram documento do prefeito Flávio Cassina (PTB), mas não conseguiram falar com Leite.

A campanha eleitoral, se alguém ainda tinha dúvida, está aberta, especialmente na Câmara de Vereadores. 

Périco chamou de oportunismo a medida adotada pelos vereadores e deputado. A declaração foi em resposta à manifestação da vereadora Paula Ioris (PSDB), que ao falar sobre a decisão sobre a bandeira vermelha, a reação da área econômica, a necessidade de alerta, disse que muitos vídeos oportunistas foram divulgados no final de semana.

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Paula salientou que lamentava muito por estar sendo utilizado como momento político.

–  O momento é de união, de ações integradas e não de oportunismo político, de uns contra os outros, de guerra entre nós.

Na sequência, então, Périco se mostrou atingido, dizendo que ele havia feito um vídeo no final de semana, que teve 40 mil visualizações, 850 compartilhamentos.

– Oportunismo político foi do vereador Adiló, que nem convidou o presidente desta Casa, e do nosso colega vereador Uez, que também não avisou o presidente desta Casa. E do deputado Neri, que não entrou em contato com nenhum deputado de Caxias do Sul para irem lá falar com o governador e depois sair no jornal.

Chega, chega!

Périco prosseguiu, ao gritos:

– Isso é oportunismo político. E chega, chega! Estão em época de campanha política? Pois muito bem, estão, mas vir aqui falar em unidade? Unidade toda esta Casa está junta cobrando do governador, quer seja ficar laranja, amarela, vermelha, preta ou qualquer que seja a cor. Mas é isto que serve esta Casa.

O vereador do MDB ainda criticou Leite porque ele não avisou antes sobre a troca de bandeira:

– Reclama do presidente (Jair) Bolsonaro, que não fala com os governadores, e o governador falou com algum prefeito desta região? Chamou algum prefeito, avisou que a bandeira ia ser trocada? Sim ou não? Me respondam? Não. No sábado veio um talagaço.

E continuou fazendo comparação e defendendo Bolsonaro:

– Isso é democracia? Como é fácil criticar o presidente da República quando o governador tem a mesma atitude.

Disse ainda que a Câmara não foi representada na ida a Porto Alegre.

Chegou até a bradar ao governador:

– E não me venha fazer politicagem em Caxias do Sul. Sim. Estou falando aqui de politicagem. E chega.

E seguiu gritando...

Respostas

Velocino Uez, líder do governo, respondeu:

– Alguns vereadores nem me cumprimentaram. Estão preocupados com a foto. Eu não estou preocupado com isso.

Disse que foi a Porto Alegre com o intuito de tentar dialogar com o governador. E emendou:

– Politicagem são esses fakes que não ajudam nada a imagem de Caxias.

Adiló Didomenico disse que ninguém foi a Porto Alegre representar a Casa e que sua manifestação foi pessoal, da mesma forma que o presidente Ricardo Daneluz (PDT) chamou o governador de irresponsável.

:: Diversos dos aliados que cassaram o mandato de Daniel Guerra (Republicanos) e elegeram Flávio Cassina (PTB) e Elói Frizzo (PSB) para prefeito e vice mostram que, em se tratando de disputa pelo voto, a conversa é outra.

:: Em relação ao deputado Neri, óbvio que há uma mágoa por ele estar apoiando Adiló e não o candidato do MDB, que até agora não foi confirmado. Quanto a Eduardo Leite, pesa a derrota imposta ao MDB e José Ivo Sartori em 2018.

:: Enquanto ocorre essa discussão no país, as consequências na cidade com a crise sanitária e econômica, não se ouve (nem se lê) nada vindo do ex-governador Sartori. É estranho o silêncio, ainda mais se é real a intenção de emedebistas dele concorrer.

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