"Vamos pro estouro", afirma vereador ao defender liberação de atividades em Caxias do Sul - Colunas da seção Mirante - Política: deputados, prefeitos e mais - Pioneiro
 
 

Mirante08/06/2020 | 20h43Atualizada em 08/06/2020 | 20h43

"Vamos pro estouro", afirma vereador ao defender liberação de atividades em Caxias do Sul

Wagner Petrini (PSB) disse que pretende organizar manifestação por causa dos 100 dias sem entretenimento

"Vamos pro estouro", afirma vereador ao defender liberação de atividades em Caxias do Sul Gabriela Bento Alves/Divulgação
Foto: Gabriela Bento Alves / Divulgação

O vereador Wagner Petrini, o Muleke (PSB) fez uma postagem em tom de “ultimato” e falou à coluna que organiza uma manifestação para liberar as atividades de entretenimento. Segundo Petrini, tem que proteger crianças e isolar quem é do grupo de risco, o “resto” que vá para o “estouro”. Ele avalia que a situação atual envolvendo o coronavírus é politicagem.

"Já está mais que na hora de todas as atividades voltarem pelo menos com 25% de sua capacidade. Proteger as crianças e isolar quem é do grupo de risco. O resto vamos pro estouro", escreveu.

Vereador Wagner Petrini (PSB)<!-- NICAID(14517619) -->
Foto: Facebook Wagner Petrini / Reprodução

Ele disse que depois dos 15 dias iniciais de quarentena, que inclusive defendeu, “começou a tal politicagem de querer adivinhar pico, curva, achatamento, e até hoje estamos esperando isso aí”.

Petrini questiona se é essencial ir ao shopping e o fato, por exemplo, de ser proibido em Caxias do Sul barzinho, boteco de bairro, mercadinho, vender bebidas, enquanto está liberado em mercados maiores (ele cita Zaffari e Andreazza).

– Se não é essencial para um que pode sustentar a família, por que para outros pode? Virou muita politicagem – completa.

Sobre "ir pro estouro", defende que, exceto crianças e quem é do grupo de risco, os demais "têm que ir para o batente, porque é uma pandemia, uma certa parte da população tem que pegar esse vírus".

– Então, quem está bem de saúde, quem pode trabalhar, vá. Que voltem todas as atividades. Domingo, a gente fecha 90 dias. Estou bolando as manifestações de 100 dias sem entretenimento, no dia 24 de junho. Vamos ter que ir para cima do Estado.

Ele diz que defende a volta de todos os setores com 25% de suas capacidades com seu devido protocolo de segurança.

– Caxias tem hospitais e capacidade para avançar – afirma.

O vereador Wagner Petrini diz que nesta terça-feira (09) haverá reunião com o vice-prefeito Elói Frizzo, de seu partido, para pedir a volta de pelo menos 25% do setor (de entretenimento).

– Conforme a resposta, faremos uma manifestação em frente à prefeitura no dia 24 de junho, quando fecha 100 dias que o setor está parado.

Defensor de eventos de som automotivo, ele ressalta que o entretenimento a que se refere e que pede a volta de pelo menos 25% vai muito além.

– Entram os pubs, casas noturnas, bares, centros de eventos, que realizam festas de casamentos, formaturas, aniversários, que empregam garçons, equipe de segurança, doceira, fotógrafos, cinegrafistas, floricultura, sonorização, DJ. A cadeia é muito grande. E é esse pessoal que tem me procurado com muita frequência.

O vereador diz que trabalha com o setor do entretenimento, tem negócios nesse ramo e sabe o que sentem na pele. Ou seja, legisla em causa própria.

– Sou muito cobrado.

Críticas ao governador

Apesar de sua manifestação em meio ao crescente número de mortes no país pela covid-19, Petrini garante que em primeiro lugar defende a vida.

– Protege quem precisa e o resto que volte a trabalhar. Caxias tem estrutura, basta o governador "tirar a bunda da cadeira". Se, por ventura, começar atingir algo que seja perigoso, não vejo problema em recuar, o que não dá é os políticos quererem adivinhar o pico e querer achar a curva.

A manifestação é para pedir ao governo que deixe os municípios analisar e fazer seus próprios decretos. 

:: O que será que pensa a Frente Social Trabalhista, formada recentemente na Câmara de Vereadores, com a união de todos do PDT e PSB? Na mesma linha, o presidente da Câmara, Ricardo Daneluz (PDT), ainda em março defendeu a volta gradual ao trabalho. Provocou até o manifesto "O que está em jogo é a vida", assinado por alguns vereadores, inclusive membros da agora Frente Social Trabalhista.

Leia também
3º GAAAe reforça segurança de acessos após manifestações em frente ao quartel de Caxias

Confira vídeo e imagens do protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em frente ao quartel de Caxias


 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros