Eleição pode ficar para 15 de novembro e indefinição emperra alianças políticas em Caxias - Colunas da seção Mirante - Política: deputados, prefeitos e mais - Pioneiro
 
 

Mirante02/06/2020 | 20h21Atualizada em 02/06/2020 | 20h21

Eleição pode ficar para 15 de novembro e indefinição emperra alianças políticas em Caxias

Poucos pré-candidatos a prefeito já definiram coligações

Eleição pode ficar para 15 de novembro e indefinição emperra alianças políticas em Caxias Abdias Pinheiro/Divulgação
Presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, falou sobre possível adiamento em videoconferência na segunda-feira Foto: Abdias Pinheiro / Divulgação

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, conversou por videoconferência com os presidentes dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) na segunda-feira (1º de junho) e disse que, diante das medidas impostas para combater o coronavírus e a evolução da curva de contágio no país, é possível que as eleições precisem ser adiadas. As datas previstas são 15 de novembro (primeiro turno) e 6 de dezembro (segundo turno).

Conforme o ministro, o Congresso Nacional, que é quem aprova emenda constitucional para um eventual adiamento, já está estudando a hipótese de que a votação para prefeitos e vereadores ocorra nessas datas. 

A situação envolvendo as eleições deste ano deixa partidos e pré-candidatos na expectativa, o que emperra o desfecho de alianças eleitorais. Some-se a isso o fato de o mundo estar vivendo a difícil pandemia do coronavírus, o que torna mais delicado tratar de tema eleitoral.  

Alianças indefinidas

Tanto que em Caxias do Sul, até agora, o que se tem claro é a união de PSDB, Solidariedade, PTB, PSC e PSL, em torno de Adiló Didomenico e de Paula Ioris. Ambos são do PSDB e estão colocados, respectivamente, como pré-candidatos a prefeito e vice. O Solidariedade, porém, enfrenta interferência da executiva estadual, que pode desfazer o acerto. Também está formalizado o entendimento entre DEM e PSD, com Vinicius Ribeiro e Kiko Girardi. 

A expectativa no Podemos, que tem o ex-vice-prefeito Antonio Feldmann como pré-candidato ao Executivo, é de fechar com o PP. Se for confirmado, o vice sairá do Progressistas. O nome do vereador Edson da Rosa, um ex-emedebista como Feldmann, é a hipótese que surge nos bastidores. Ambos disputaram a indicação para concorrer a vice de Edson Néspolo em 2016, pelo MDB.  Feldmann foi o escolhido.

O PDT, que tem como pré-candidato o presidente da Gramadotur, Edson Néspolo, segue as conversas, em especial com o PSB. Já houve a formalização na Câmara de Vereadores de um bloco para atuar conjuntamente, a chamada Frente Social Trabalhista. 

Mas os movimentos no MDB é que norteiam a condução de alguns acertos partidários. Se o ex-governador José Ivo Sartori vier para a disputa, o tabuleiro sofrerá alterações. Por enquanto, o nome do deputado estadual Carlos Búrigo é o que está na roda como provável candidato.

O PT, por sua vez, que deverá concorrer com o deputado estadual Pepe Vargas, e o PCdoB, que tem Vanius Corte para a disputa à prefeitura, ainda não anunciaram alianças. O mesmo ocorre em torno de outros partidos e nomes, como: o Patriota, com o empresário Nelson D’Arrigo; o PL, com o ex-vereador Renato Nunes; e o PV, com Abrelino Frizzo. O Novo vai sozinho, com Marcelo Slaviero e Cesar Bernardi.

Mudanças em estudo

O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, disse que para evitar o contato físico e a possibilidade de transmissão, a identificação dos eleitores por meio da biometria deve ser dispensada este ano.

Também está sendo cogitada alteração no horário de votação no dia do pleito. Há a possibilidade de que comece mais cedo, às 7h, e se estenda até as 20h. Isso para evitar aglomerações e porque atrasou a licitação para a compra de novas urnas eletrônicas e reposição das que já se tornaram obsoletas. Ele estima que o número médio de eleitores para cada urna aumente de 380 para 420.

Até a possibilidade de votação em dois dias foi levantada por presidentes de TREs. Uma ideia é que os eleitores de cada seção seriam designados para votar num determinado dia ou que sejam estabelecidos dias diferentes de votação para grupos de municípios. Assim, as urnas seriam levadas para as eleições nas cidades seguintes. E ainda surgiu a opção de se dividir a votação por turnos, conforme a idade. Barroso avalia que a votação em dois dias para cada turno seria a menos viável.

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