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Mirante05/06/2020 | 18h30Atualizada em 05/06/2020 | 18h31

Bolsonaristas divergem sobre realização de manifestação no domingo, em Caxias

Um grupo organiza ato em frente o quartel, outro é contra

Bolsonaristas divergem sobre realização de manifestação no domingo, em Caxias Antonio Valiente/Agencia RBS
Ato realizado no domingo passado com a presença de favoráveis e contrários ao Governo Bolsonaro Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu a seus apoiadores que não participem de manifestações neste domingo (07), em função de estarem previstos protestos dos denominados grupos antifascistas. Mesmo assim, em Caxias do Sul, está sendo organizado ato em frente o 3º Grupo de Artilharia Antiaérea (3º GAAAé) por um grupo de direita. Por outro lado, há bolsonaristas contestando a convocação. No domingo passado, favoráveis e contrários ao presidente fizeram manifestação e provocações em frente ao quartel (foto).

– É muito arriscado. A orientação é que a direita não saia pra rua para não haver conflito já que a esquerda vai se manifestar – diz Daniel Santos, líder gaúcho do Movimento Nas Ruas.

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Ele reforça: 

– A orientação é que não saiam para evitar conflito, não tem propósito algum sair para confrontar outra manifestação além de por em risco os participantes.

Já Ana Passos, coordenadora do grupo do protesto de domingo, que pede intervenção no STF e Congresso Nacional com Bolsonaro no poder, reage, dizendo: “A nossa segurança está garantida pela Brigada Militar e o poder emana do povo”.

Ela acrescenta:

– Conforme o artigo 5º da CF (Constituição Federal), tenho todo direito de me manifestar, assim como aqueles que não querem se manifestar, mas eu e meu grupo estaremos na frente do quartel, domingo, às 14h, com muitas bandeiras do Brasil. O povo e as Forças Armadas  vêm antes das instituições, conforme Teoria Geral do Estado.

– Espero que essa turma do deixa pra lá não desanime os verdadeiros patriotas –complementa.

Daniel não atribuiu a um racha entre os apoiadores de Bolsonaro, mas, sim, ao fato de que alguns grupos organizam suas manifestações de forma isolada do resto do país.

– Sempre fiz as manifestações alinhadas com o resto do país, seguindo as diretrizes dos movimentos e do presidente – define.

Adesivo

Além da reação, o uso de um veículo com megafone para fazer o chamamento para o ato, com adesivos do deputado estadual Luciano Zucco (PSL) provocou mal-estar. O carro, conforme Ana, é de seu filho. Ela era assessora parlamentar do deputado.

O presidente do PRTB em Caxias, Marcelo Viana, diz que Zucco não tem nenhum vínculo com a manifestação. Ana disse que o deputado não tem ligação com o ato e que ela fez campanha para o deputado e continua o apoiando, por isso os adesivos. Viana afirma que trabalha como voluntário para Zucco e está autorizado a falar em nome dele.

Antifas

Já o movimento contra o governo (antifas) não abre o jogo se irá novamente se manifestar. Um integrante diz que vai depender do clima e se os bolsonaristas forem às ruas. 

– Se não tiver a deles, não terá a nossa (manifestação) – afirma, lembrando a orientação do presidente.

Segundo esse manifestante, não tem nada confirmado. São diversos grupos e as lideranças estão se organizando.

E resume:

– O plano é não ter plano.

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