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Mirante08/05/2020 | 11h07Atualizada em 08/05/2020 | 11h07

Ruído entre vice-prefeito de Caxias e vereador chama atenção

Alberto Meneguzzi revidou resposta do companheiro de partido Elói Frizzo, dizendo que "ajudar não é só indicar cargos"

Ruído entre vice-prefeito de Caxias e vereador chama atenção Gabriela Bento Alves/Divulgação
Vereador Alberto Meneguzzi fez críticas fortes à administração municipal Foto: Gabriela Bento Alves / Divulgação

O vereador Alberto Meneguzzi fez manifestações bem pesadas em uma semana em relação ao governo de Caxias do Sul, comandado por Flávio Cassina (PTB) e Elói Frizzo (PSB). Tratando-se de um vereador do partido do vice-prefeito, as declarações merecem um olhar mais atento.

No dia 28 de abril, diante de contratações de CCs pela prefeitura, em plena pandemia de coronavírus, Meneguzzi afirmou:

– Não é moral fazer isso neste momento.  

Cobrou sensibilidade do prefeito e pediu que as contratações fossem revogadas.

Vale lembrar que Frizzo não deixou o colega de sigla sem resposta, dizendo que "o discurso é fácil quando não se quer ajudar, apenas desqualificar as pessoas e criticar a administração municipal". No entendimento de Frizzo, Meneguzzi não ajuda. O mal-estar ficou evidente.

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Na última terça-feira, diante do projeto de prorrogação da concessão do transporte coletivo, de mais 12 meses para a Visate, Meneguzzi voltou a bater. Afirmou que o governo colocou os vereadores em um brete, pois era uma ameaça: ou aprovavam a prorrogação – como aconteceu – ou não haveria transporte coletivo e a responsabilidade seria dos vereadores. 

Mesmo que o vereador busque marcar posição de independência política, tais posicionamentos revelam que há um ruído no ar.

"Ajudar não é só indicar cargos"

Diante da posição do colega de partido, o vice-prefeito Elói Frizzo, após suas críticas, Alberto Meneguzzi disse que o embate é normal, democrático.

– Nem chamaria de embate, mas de debate. É obrigação de um vereador fiscalizar. Eu fiscalizo e me manifesto. Fiz isso desde o início do meu mandato, em 2017, porque seria diferente agora? Eu estaria "atrapalhando", de fato, se não atuasse exatamente assim como tenho atuado. Eu não perdi a minha essência da profissão de jornalista. Eu pergunto e quero respostas. Vou continuar assim.

Segundo ele, Frizzo foi um dos maiores incentivadores para que fosse candidato a vereador.

– Não é nada pessoal contra ele ou contra o prefeito. É a forma de conduzir a gestão que não me agrada. Se os demais vereadores estão sendo ouvidos, bom para eles, mas eu não fui chamado nem para falar sobre comunicação. Nada. Ora, se eu não posso nem opinar sobre a minha área de atuação, então no que eu posso ajudar? 

E não economizou no que se refere às indicações político-partidárias.

– Ajudar não é só indicar cargos, não é minha forma de atuação. Não indiquei ninguém e nem quero indicar. Quero apenas ser ouvido. [...] Nunca me chamaram nem para discutir os meus próprios projetos. 

Ouvir o partido

Em relação ao PSB, Meneguzzi afirmou que tem toda a liberdade de expor suas opiniões e tranquilidade para trabalhar.

Mas ponderou:

– Acho que o partido, como um todo, deveria ter sido mais ouvido na formação da equipe de governo. Não é cargo: é proposta, é escuta, são projetos, ideias.

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