Vereador classifica de imorais nomeações de CCs e pede revogação ao prefeito de Caxias - Colunas da seção Mirante - Política: deputados, prefeitos e mais - Pioneiro
 
 

Mirante29/04/2020 | 09h01Atualizada em 29/04/2020 | 09h03

Vereador classifica de imorais nomeações de CCs e pede revogação ao prefeito de Caxias

Alberto Meneguzzi (PSB) fez manifestação diante de contratações da semana passada

Vereador classifica de imorais nomeações de CCs e pede revogação ao prefeito de Caxias Gabriela Bento Alves/Divulgação
Alberto Meneguzzi cobrou sensibilidade do prefeito Flávio Cassina Foto: Gabriela Bento Alves / Divulgação

As nomeações de cargos em comissão (CCs) no governo de Flávio Cassina (PTB) e Elói Frizzo (PSB), especialmente diante da pandemia de coronavírus, geraram mal-estar na Câmara de Vereadores na sessão desta terça-feira (28). O vereador Alberto Meneguzzi (PSB), que levantou o assunto, classificou de "atitudes imorais" e pediu a revogação dessas nomeações.

Ele se manifestou com base nas nomeações registradas na quinta-feira passada. Entre elas está a do ex-líder do governo na Câmara, o suplente Adriano Bressan, que trocou o MDB pelo PTB e, agora sem vaga no Legislativo ganhou um CC8 (salário de R$ 7.166).

Leia mais
Suplente de vereador e ex-líder do governo na Câmara agora é CC8 na prefeitura

Meneguzzi falou que o prefeito Cassina surpreendeu os vereadores com cinco nomeações (foram quatro novas e uma apenas troca de função com o mesmo padrão) quando tinha é que diminuir. Disse ainda que o momento é de acabar com essas nomeações políticas, mas se não quer acabar para sempre, que o faça por três meses estancando tais contratações.

– Quinta-feira, eu me senti traído aqui, porque passei a manhã inteira aqui discutindo de que forma a gente pode fazer as coisas (para economizar) e, de tarde, nomeação de cinco CCs. Não é contra as pessoas que foram nomeadas. Tenho certeza que honrarão o serviço público. Mas não é moral fazer isso neste momento – disse.

Ele cobrou sensibilidade de Cassina diante da pandemia da covid-19.

– Prefeito Cassina, cadê sua sensibilidade. Revogue essas contratações ou determine que a partir de agora não tenha mais contratação alguma por um período, mas não agora em pandemia. Isso é vergonhoso.

Denise Pessôa (PT) foi na mesma linha e disse que se escuta muito na cidade que esse não é o momento para contratação de CCs.

Rafael Bueno (PDT) disse que muitas coisas subliminares aconteceram com as trocas partidárias. E até ressuscitou a expressão macarronada política para definir o que vem ocorrendo.

CC para controlar fila

Não bastasse, o líder do governo, Velocino Uez (PTB) disse que a contratação de Roberta Rauber como CC6, salário de R$ 3.815,17, foi para ser a coordenadora da fila do CES (Centro Especializado de Saúde).

– Canso de passar ali de manhã, (tem) filas de até duas quadras. Tem que desburocratizar, tem que andar.

Adiló Didomenico (PSDB) também saiu em defesa do governo (óbvio) e das contratações. Disse que o governo anterior tinha 170 e este tem 150. Uez reforçou esses números. Esqueceram que o governo Cassina nem chegou aos quatro meses e já está com este número. Sem falar que o momento atual é extremamente delicado. 

Adiló justificou que as nomeações atrasaram e saíram juntas, sendo que Bressan trabalhava "voluntariamente" desde o início do mês.

Leia também
Nome para concorrer a vice-prefeito de Caxias pelo Novo é aprovado em processo seletivo
Vereadores silenciam diante de denúncia contra presidente da Câmara de Caxias do Sul

 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros