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Mirante06/04/2020 | 17h55Atualizada em 06/04/2020 | 17h55

Samae de Caxias do Sul tem novo presidente e o anterior permanece como CC8

Idair Moschen deixou o comando porque é pré-candidato a vereador 

Samae de Caxias do Sul tem novo presidente e o anterior permanece como CC8 Leticia Rossetti / Divulgação/Divulgação
Idair Moschen (esquerda) e Ângelo Alberto Barcarolo Foto: Leticia Rossetti / Divulgação / Divulgação

O novo diretor-presidente do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Samae) é o servidor público Ângelo Alberto Barcarolo, com 24 anos de atuação no poder público. Idair Moschen, que é pré-candidato a vereador pelo PSB, deixou o cargo diante da desincompatibilização necessária seis meses antes da eleição, mas continua no Samae. Ele tornou-se diretor-técnico, um cargo em comissão padrão 8 (CC 8), salário de R$ 7.166. Neste caso, por não ser ordenador de despesa, poderá permanecer até três meses antes da eleição, diz.

A notícia da permanência de Moschen como CC, naturalmente, provocou comentários sobre o uso político-partidário em benefício do ex-diretor presidente.

Questionado, Moschen respondeu:

– Tem muito trabalho a ser feito no Samae. Muito, muito, muito. Foram três anos sem atividades desenvolvidas. As principais atividades que eram fundamentais para tocar as obras agora ficaram empacadas, emperradas. E, então, o Ângelo vem, é o novo diretor-presidente, ordenador de despesa, e eu que estou nesta condição de pré-candidato vou dar o apoio necessário ao novo diretor. Vamos trabalhar sem que haja problema nenhum nessa transição. A gente já conhece todos os detalhes com requintes, ele já conhecia de antes, eu acompanhei depois. Só de obras são mais de 30, 35 obras importantes a serem feitas, a principal é a ampliação e modernização da ETA Celeste Gobatto, que vai custar mais de R$ 30 milhões e no dia 11 de maio vai abrir o processo licitatório – disse.

Por amor

Sobre o fato dele permanecer na autarquia com cargo de diretor técnico, Moschen justificou que está lá porque quer trabalhar, porque ama Caxias e ama o Samae.

–Eu estou lá trabalhando, conheço o Samae há muito tempo, eu não sou culpado porque alguém deixou de fazer, de trabalhar nos últimos anos, principalmente no Governo Guerra. Estou lá porque eu quero trabalhar, porque eu amo Caxias e eu amo o Samae.

 E reagiu quando perguntado se não haveria uma questão ética nesse caso:

– Falta de ética é ficar muito tempo dentro de uma organização não dando resultado e ganhando seu salário no final do mês. Meu compromisso é com a cidade de Caxias do Sul e com o Samae, de forma séria e honesta.

Disse que desde 23 de dezembro, quando assumiu, não teve final de semana.

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