Doações de cestas básicas por pré-candidatos de Caxias geram discussão em ano de eleição - Colunas da seção Mirante - Política: deputados, prefeitos e mais - Pioneiro
 
 

Mirante21/04/2020 | 15h52Atualizada em 21/04/2020 | 15h52

Doações de cestas básicas por pré-candidatos de Caxias geram discussão em ano de eleição

Mesmo com intenção de ajudar devido ao coronavírus, ato pode ser visto como tentativa de cooptação de votos

Doações de cestas básicas por pré-candidatos de Caxias geram discussão em ano de eleição Facebook Adriano Bressan/Reprodução
Suplente Adriano Bressan (PTB), ex-líder do Governo Flávio Cassina, divulgou nas redes sociais sua atuação Foto: Facebook Adriano Bressan / Reprodução

Políticos pré-candidatos nas eleições deste ano têm feito entrega de cestas básicas em bairros carentes, provocando a discussão sobre uma possível exploração eleitoral, embora a campanha ainda não tenha começado oficialmente. Mesmo com a intenção de ajudar as comunidades diante da pandemia de coronavírus e ainda tendo o município decretado estado de calamidade pública, a atitude pode ser vista com a finalidade de cooptação de votos.

O presidente da Câmara de Vereadores, Ricardo Daneluz (PDT), foi um que fez doações e fará novamente. Um vídeo que circula pelo WhatsApp mostra Daneluz na entrega das doações no loteamento Campos da Serra (reprodução abaixo). Ele não usa máscara.

O presidente da Câmara confirma ter feito a entrega de 5 mil quilos de alimentos nos dias 1º e 8 de abril em vários bairros da cidade e entidades.

– Entreguei cestas básicas e produtos horti. Busco fazer a minha parte nesse momento em que muitos estavam e ainda estão sem trabalhar. Sei que não vou resolver, mas posso ajudar – disse.

Chamou atenção pelo fato de que a Câmara apoia a campanha de doações Caxias do Amor, promovida pela prefeitura e pela Mitra Diocesana, para famílias em vulnerabilidade social. Porém, o presidente do Legislativo diz que optou por destinar direto para as entidades e para as pessoas nos bairros.

– Essas doações não têm a ver com a campanha da Câmara, foram ações que fiz junto com agricultores e amigos que queriam ajudar. Inclusive, comprei parte das cestas com meu salário. O importante na minha opinião é buscar fazer a nossa parte, independentemente da forma como isso é feito – declarou.

Presidente da Câmara de Vereadores, Ricardo Daneluz (PDT), distribui cestas básicas <!-- NICAID(14481415) -->
Daneluz (em reprodução de vídeo) diz que não se preocupa com questão eleitoralFoto: Reprodução / Reprodução

"Se precisar não concorrer, não tem problema"

Ricardo Daneluz declarou que não se preocupa com a questão eleitoral, pois faz para ajudar as pessoas. E anuncia outra distribuição para o final do mês, essa usando máscaras.

– Nem sei se vão ter eleições esse ano. Se precisar não concorrer,não tem problema. Não tenho apego a cargo político. Quanto ao uso de máscaras, na época a indicação era da utilização apenas para pessoas da área da saúde ou com sintomas. Isso mudou agora, inclusive com as máscaras caseiras. Na próxima distribuição de alimentos, preparada para o final desse mês, estaremos utilizando máscaras.

E completou:

– Se eu tiver que escolher entre ajudar as pessoas nesse momento e fazer doações ou ser candidato, escolho ajudar as pessoas.

"Não é período eleitoral"

O suplente de vereador Adriano Bressan (ex-MDB, agora PTB), que foi líder do Governo Flávio Cassina (PTB) no Legislativo, também distribuiu cestas básicas. Não usou equipamento de proteção e as aglomerações podem ser vistas nas fotos que o suplente publicou em suas redes sociais no sábado. Foi em parceria com o grupo “Partiu Gigante”.

– Não estou exercendo cargo público. Me senti na obrigação de ajudar. Me descuidei ao não ter usado a máscara. As pessoas se aglomeraram porque querem disputar (as doações) – declarou.

Sobre não ter encaminhado às entidades para que fizessem a doação, disse que não sabe quais pessoas são ajudadas. Bressan colocou caminhonetes de sua empresa de transporte de passageiros para o recolhimento e entrega.

– Não sei se vai ter eleição. A gente fazendo (o trabalho voluntário) estimula outras pessoas a fazer. Não é período eleitoral – acrescentou.

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