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Mirante04/02/2020 | 17h15Atualizada em 04/02/2020 | 17h19

Ex-governista vai ao banheiro e perde votação do pedido de impeachment do prefeito e vice de Caxias do Sul

Vereador Elisandro Fiuza disse que se estivesse em plenário votaria contra

Ex-governista vai ao banheiro e perde votação do pedido de impeachment do prefeito e vice de Caxias do Sul Lucas Amorelli/Agencia RBS
Postura de Fiuza (à direita) é contrária ao seu partido, o Republicanos Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

O arquivamento do pedido de impeachment do prefeito Flavio Cassina (PTB) e do vice-prefeito Elói Frizzo (PSB), nesta terça-feira (4), transcorreu como esperado, inclusive sem qualquer manifestação. A ausência do vereador Elisandro Fiuza na votação acabou centralizando as atenções. 

O líder da bancada do Republicanos, partido do ex-prefeito Daniel Guerra, estava fora do plenário. Quando retornou, trazendo uma cuia de chimarrão vazia, já havia o resultado da votação.

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Ainda que a rejeição do pedido fosse evidente, o fato de um vereador que estava na sessão não votar, especialmente tratando-se de um tema polêmico, já é motivo para questionamentos. Sendo um membro da base do governo cassado a estranheza é ainda maior.

O motivo para o pedido de impeachment foi Cassina e Frizzo terem tomado posse no Executivo, em 9 de janeiro, sem terem renunciado aos mandatos na Câmara. Diante da repercussão negativa, eles encaminharam carta de renúncia aos mandatos no Legislativo em 13 de janeiro, sendo oficializado no dia seguinte.

Fiuza disse que foi ao banheiro e não retornou a tempo de votar. Mas, se estivesse em plenário, votaria contra. A postura do vereador contraria o seu partido. O Republicanos entrou com ação na Justiça para tentar anular a posse com base no fato de não ter ocorrido a renúncia.

A justificativa de Fiuza é com base no jurídico da Casa e diante do exposto por Cassina e Frizzo, de que não tinha necessidade de renúncia porque o mandato já estava extinto com a posse no Executivo. Ele reforçou dizendo que sua posição sempre vai ser no que acha justo e coerente.

— Da mesma forma vai ser com este governo. Não sou oposição, nem situação. Sou pelo povo, pelo bem coletivo — definiu.

:: Quando o Pioneiro trouxe à tona a situação dos mandatos dos dois, Frizzo disse que se Guerra obtivesse uma decisão judicial de retornar à prefeitura, ele e Cassina reassumiriam suas cadeiras na Câmara. 

:: É curiosa a posição de Fiuza. Ele não vê divisão na bancada do Republicanos, embora Tibiriçá Maineri tenha votado a favor do acolhimento do pedido de impeachment (por sinal, foi o único favorável), pois considera que são duas personalidades. 

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