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Mirante22/02/2020 | 07h45Atualizada em 22/02/2020 | 08h20

"Encerrou-se um ciclo de apoio à pessoa de Daniel Guerra", diz ex-líder de governo de Caxias do Sul

Renato Nunes (Partido Liberal) considera improvável reversão na Justiça e retorno do ex-prefeito ao cargo

"Encerrou-se um ciclo de apoio à pessoa de Daniel Guerra", diz ex-líder de governo de Caxias do Sul Lucas Amorelli/Agencia RBS
Renato Nunes chorou no dia em que impeachment foi aprovado Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

O ex-vereador Renato Nunes (PL), que era líder do Governo Daniel Guerra (Republicanos) na Câmara, publicou um texto nas redes sociais em defesa do desejo de concorrer a prefeito. Nunes, que foi forte defensor do prefeito cassado em seus pronunciamentos no Legislativo, diz que não acredita em possível reversão na Justiça e o retorno de Guerra ao comando do Executivo como "estão sonhando". 

O ex-prefeito publicou nesta semana um texto alimentando esta expectativa. Ele escreveu: "Ao voltarmos não conseguiremos fazer milagres em meio a tanta farra", criticando os gastos da administração municipal.

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Nunes ressalta que, teoricamente, Guerra está inelegível e deixa claro que, com a aprovação do impeachment de Daniel Guerra em 22 de dezembro de 2019, terminou a parceria que durou 10 anos entre ele e o ex-prefeito. A manifestação deve-se às críticas pelo fato de ter se lançado pré-candidato a prefeito em 20 de janeiro. 

“Sei que o Republicanos, assim como todos que o apoiaram estão sonhando com uma possível reversão na Justiça, mas, particularmente conhecendo um pouco do Direito, acho meio improvável que aconteça, mesmo porque já tiveram algumas negativas no mesmo sentido”, afirma.

Nunes prossegue:

"Encerrou-se um ciclo de apoio à pessoa de Daniel Guerra, por todo o conjunto que o levou a este afastamento".

Mas deseja que Guerra consiga reverter o quadro na Justiça e retorne à prefeitura, "pois quase 150 mil eleitores votaram nele para ser prefeito". 

Vale lembrar

O nome de Chico Guerra (Republicanos) ao Legislativo em 2016, representante do então candidato a prefeito Daniel Guerra, surpreendeu e provocou mal-estar por não ter sido Nunes o candidato favorito. O resultado foi que Nunes acabou como segundo suplente de vereador. 

Na prefeitura, com Guerra no comando, Nunes acabou assumindo como diretor da Secretaria da Habitação (CC 8) e depois secretário da pasta. Também esteve na Câmara, ocupando as vagas abertas por Elisandro Fiuza e por Chico Guerra, uma vez que o primeiro suplente Tibiriçá Maineri, todos do Republicanos, abriu mão para continuar na coordenadoria de acessibilidade do governo. 

Cristiane Nunes, esposa do vereador, ocupou cargo na Codeca.

Confira a postagem de Renato Nunes

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