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Mirante15/01/2020 | 13h39Atualizada em 15/01/2020 | 13h39

Situação se inverte em Caxias e agora Cassina e Frizzo estão na mira com pedido de impeachment

Maioria governista na Câmara de Vereadores deve evitar a admissibilidade do processo

Situação se inverte em Caxias e agora Cassina e Frizzo estão na mira com pedido de impeachment Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Os vereadores vão ter que quebrar o silêncio e se posicionar diante da atitude cometida pela Câmara de Vereadores e pelo prefeito Flavio Cassina (PTB) e o vice Elói Frizzo (PSB) de não terem renunciado aos mandatos de vereador, após a eleição indireta em 9 de janeiro, mesma data da posse. A situação se inverte para os agora governistas com o pedido de impeachment protocolado na terça-feira (14). 

A admissibilidade será votada em plenário somente em 4 de fevereiro, mas não vai passar. Afinal, eles tiveram 19 votos pelo sim na eleição para assumir o comando do município. Os dois novos vereadores (Clovis de Oliveira e Wagner Petrini ) são dos partidos do prefeito e vice e devem acompanhar suas  bancadas.

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O assunto deve enfraquecer, considerando que os dois encaminharam a renúncia segunda-feira (13) e tiveram os mandatos declarados extintos. Os vereadores aliados vão usar essa decisão como argumento em defesa da dupla, além da necessidade de Caxias do Sul andar e atender às necessidades da população. Mesmo assim, é uma situação complicada.

O pedido de impeachment mostra que os apoiadores de Daniel Guerra (Republicanos) estão atentos. Prefeito, vice e assessoria jurídica deveriam ter sido mais prudentes, seguindo  desde o início o que diz a lei. 

:: Não dá para deixar passar: se Guerra era considerado recordista por ter sete pedidos de impeachment, Cassina e Frizzo tornaram-se recordistas pelo tempo de governo que tiveram até ingressar o pedido de cassação: apenas seis dias. 

Como pensa a base aliada?

Vários vereadores diziam quando votavam a favor da admissibilidade dos pedidos de impeachment contra Guerra, que devia-se à necessidade de investigar a denúncia, dando amplo direito de defesa ao então prefeito. Alegavam que não significava que estavam aprovando o impeachment. 

Esse argumento continuará sendo válido?

Outra situação é a Lei Orgânica ter sido desrespeitada, onde diz que é vedado ao vereador ser titular de dois mandatos. Ainda que tenham ficado poucos dias assim, a irregularidade ocorreu. O erro foi corrigido, o que no entendimento de alguns alivia para o lado de Cassina e Frizzo.

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