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Mirante03/01/2020 | 21h35

Governo interino em Caxias já registra primeira baixa 

Presidente do Ipam anunciada por Flavio Cassina teve pedido de demissão aceito por Ricardo Daneluz

Governo interino em Caxias já registra primeira baixa  Fabiana de Lucena / Divulgação/Divulgação
Daneluz teve reunião com a equipe na manhã desta sexta-feira Foto: Fabiana de Lucena / Divulgação / Divulgação

Mal estreou, o governo interino que derrubou Daniel Guerra (Republicanos) já se viu envolvido na polêmica e antiética contratação de Cezira Höckele para a presidência do Instituto de Previdência e Assistência Municipal (Ipam). A portaria foi publicada quinta-feira (2), porém, a nomeação contava a partir de 23 de dezembro. O Ipam, que ela havia assumido como presidente, é réu no processo. 

Após a repercussão com a notícia divulgada pelo Pioneiro de que ela move ação para tentar equiparar o salário de servidora municipal aposentada ao teto dos desembargadores do TJ (R$ 35.462,22), ocorreu a saída. Cezira colocou o cargo à disposição, decisão aceita pelo prefeito interino Ricardo Daneluz (PDT). Medida acertada. No dia anterior, a prefeitura havia argumentado que não havia conflito de interesses. 

Flavio Cassina (PTB), que estava como prefeito interino e a nomeou, disse que não sabia do processo e que foi indicação do grupo de transição. Ocorre que, antes de anunciar a contratação, é preciso verificar algumas questões, a exemplo desse caso.

Vale destacar que não se viu qualquer manifestação dos vereadores sobre o fato, especialmente dos que agora são de situação, sempre tão atentos e barulhentos no Governo Daniel Guerra e prontos para denunciar tudo. Pelo jeito, perderam rapidinho a capacidade de se indignar. 

Cezira presidiu o Ipam no Governo Alceu Barbosa Velho (PDT). 

Aliás, o vereador Adiló Didomenico (PTB), que costumava enumerar as polêmicas de Guerra, pode começar a lista da nova administração. Além do "episódio Cezira", tem a chapa protocolada com erro na data da eleição.

Explicações necessárias

Embora o município tenha recuado, aceitando a saída de Cezira, não livra o governo de alguns questionamentos e de explicações à sociedade. Por exemplo:

Por que ela foi nomeada, se move uma ação contra o município?

A Procuradoria-Geral do Município silenciou diante da situação?

Se a ação não tivesse vindo a público, ela continuaria no cargo tranquilamente?

Por que o governo interino disse que não havia conflito mesmo ela assumindo o comando de um órgão público que está processando?

E ela, por que aceitou o convite para o cargo?

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