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Mirante09/01/2020 | 18h43Atualizada em 10/01/2020 | 13h41

Do tom de pacificação do novo prefeito de Caxias do Sul ao revide do vice

Enquanto Cassina fala em pacificar, Frizzo adota um tom mais duro diante da indignação dos que os chamam de golpistas

Do tom de pacificação do novo prefeito de Caxias do Sul ao revide do vice Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Prefeito eleito pelos vereadores, por 19 votos a três, Flavio Cassina (PTB) defendeu a pacificação na cidade, diante dos tempos tumultuados que tomam conta de Caxias do Sul na política. Também falou em governo de coalizão, independentemente de partidos. E definiu a parceria com o agora vice-prefeito Elói Frizzo (PSB) como resultante da "complementariedade" nas ações. A eleição indireta, no palco do Teatro Pedro Parenti — que, inevitavelmente, provocou comentários em tom de deboche de que se tratava justamente de um espetáculo —, foi o desfecho do processo que levou à saída de Daniel Guerra (Republicanos) do cargo de prefeito. "Caxias em Cena", definiam alguns.

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Mas, enquanto Cassina fala em pacificar, Frizzo adota um tom mais duro diante da indignação dos que os chamam de golpistas por serem contrários ao impeachment. Considera choro de perdedor.

— Viemos aqui para sermos pacificadores, sem revanchismo, sem perseguição, olhar para a frente, aproveitar tudo aquilo que de bom foi feito no governo anterior, melhorar alguns aspectos e tocar coisas novas — disse Cassina na Casa da Cultura, onde aconteceu a sessão extraordinária que o elegeu.

Porém, em entrevista coletiva na prefeitura, Frizzo definiu a cassação como "a regra do jogo", defendendo que a Câmara é a composição de todos os segmentos da cidade. 

— A Câmara confiou a nós essa responsabilidade, então, nos sentimos tão legítimos quanto o ex-prefeito, quanto o ex-vice-prefeito. A nossa legitimidade ela vem do voto. Ela não vem de oportunismo, não vem de golpe, não vem de coisa alguma. Ela vem do estrito cumprimento da lei.

Na sequência, Cassina enalteceu de forma respeitosa os 148 mil votos obtidos por Guerra no segundo turno em 2016 ("votação mais expressiva da história da cidade e que talvez nunca mais será repetida"), embora ponderando que não significa que dê superpoderes "ao que recebeu essa unção do povo". E, então, Frizzo novamente deixou a sutileza de lado. 

— O processo de impedimento só foi até o fim, porque existia um amplo apoio da população, inclusive da população silenciosa, não da barulhenta, da minoria barulhenta.

Frizzo deve ter um cargo de destaque na equipe, além de ser vice. Cassina admitiu que ele pode assumir uma pasta, sem revelar qual.

Com certeza, Frizzo não será um vice decorativo. 

"Problema deles"

Frizzo bateu nos que se manifestam contra:

— Eles, lá na frente da Casa da Cultura, hoje, se postaram de palhaços. Se é assim que eles se sentem, problema deles.

E encerrou dizendo que como Caxias tem segundo turno, o que expressa mesmo a opinião de quem efetivamente estava ao lado de Guerra é o resultado do primeiro turno. Na disputa, Edson Néspolo (PDT) foi o mais votado no primeiro turno, com 102.044 votos, enquanto Guerra obteve 68.214 votos.

— O segundo turno tem todo um contexto diferenciado. No segundo turno, a população vai para lá ou vai para cá — definiu.

Antes, em seu pronunciamento na prefeitura, Frizzo disse que o bunker vai ser desfeito, referindo-se à declaração do ex-prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) publicada na quinta-feira (9) no Mirante.

— A cidade volta a respirar. Vamos governar para todos — emendou.

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