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Mirante02/01/2020 | 21h22Atualizada em 03/01/2020 | 14h40

Cerimônia de posse vira confraternização de adversários de Daniel Guerra

Ricardo Daneluz assumiu presidência da Câmara e virou prefeito interino

Cerimônia de posse vira confraternização de adversários de Daniel Guerra Marcelo Casagrande  / Agência RBS/Agência RBS
Daneluz e Cassina, rodízio na interinidade Foto: Marcelo Casagrande / Agência RBS / Agência RBS

A posse do vereador Ricardo Daneluz (PDT) na presidência da Câmara, tendo na sequência o ato de transmissão de cargo de prefeito interino feito por Flavio Cassina (PTB), nesta quinta-feira (02), serviu de confraternização do grupo aliado que deixou o governo de Caxias do Sul em 1º de janeiro de 2017. O auditório da prefeitura, utilizado em função do princípio de incêndio na Câmara, ficou pequeno para abrigar os adversários do prefeito cassado Daniel Guerra (Republicanos). Os discursos, tanto de Daneluz quanto de Cassina, apontavam para o resultado da eleição indireta, sacramentando a escolha de Cassina para conduzir a cidade até dezembro de 2020. 

Às 15h47min, havia sido registrada na Câmara a chapa com as candidaturas de Cassina para prefeito e de Elói Frizzo (PSB) para vice. Foi a única inscrição. 

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— Tenho certeza que (Cassina) vai liderar a nossa cidade a partir do dia 9 com muita competência. Fazer com que possamos nos sentir com orgulho de Caxias novamente — disse Daneluz.

Cassina usou primeiro o condicional — "se no dia 9 tivermos o apoio dos colegas vereadores vamos assumir essa missão com muita força e vigor ao lado do nosso companheiro Elói Frizzo" —, para depois engrenar um discurso de eleito:

—  Vamos estimular tudo que for possível, o perfeito entrosamento do Legislativo e Executivo. Eu conto com todos porque a interdependência de poderes vai se consolidar para o lado bom e evidentemente o Judiciário estará do nosso lado.

No geral, o tom dos pronunciamentos foram parecidos —inclui-se o presidente interino da Câmara, Paulo Périco (MDB) —, atacando pontos que eram foco de polêmica, desacertos e crise do Governo Guerra: diálogo, Caxias exercendo sua liderança, trabalhar em conjunto com municípios da região, menos burocracia e destravar o município. O agora prefeito interino, ao se referir ao Governo Guerra, sem citar nome, falou em "turbulência, fases que devemos superar".

Foto: Marcelo Casagrande / Agência RBS

Chapa registrada

Elói Frizzo (PSB) exibiu, antes de começar a solenidade, o registro da chapa para prefeito e vice, em que Flavio Cassina é o nome a prefeito e ele o vice. 

— Me senti na obrigação de encerrar esse processo — justificou Frizzo, sobre concorrer a vice diante da cassação de Daniel Guerra.


Foto: Marcelo Casagrande / Agência RBS

Presenças

O encontro contou com presenças como a dos pedetistas Alceu Barbosa Velho, ex-prefeito, e do presidente da Gramadotur, Edson Néspolo, adversário de Guerra no segundo turno em 2016. Ambos são nomes do PDT para a disputa de outubro. Estavam os ex-vereadores Jó Arse (PDT), que hoje atua na bancada do PDT na Câmara; Alaerte dos Santos (MDB) — pai da nova diretora-geral Danúbia Boeira dos Santos Verza; e Francisco Rech (PP).  


Foto: Marcelo Casagrande / Agência RBS

O prefeito de Farroupilha, Claiton Gonçalves (PDT), e o vice Pedro Pedrozo (PSB) também prestigiaram, bem como representantes da classe empresarial, comércio e do Judiciário.

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