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Mirante09/01/2020 | 06h00

Após impeachment, mudança no comando de Caxias leva oposição a Daniel Guerra ao governo

Escolha será sem a participação do eleitor

Após impeachment, mudança no comando de Caxias leva oposição a Daniel Guerra ao governo Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Caxias do Sul passa a ter novo prefeito e vice a partir desta quinta-feira (9), porém, sem a participação direta do eleitor. Embora a comunidade seja representada pelos vereadores que elegeu, a escolha indireta para um mandato até 31 de dezembro de 2020 no comando da cidade não tem a discussão de propostas com a sociedade. 

Os candidatos Flavio Cassina (PTB) para prefeito e Elói Frizzo (PSB) para vice chegarão ao poder sem questionamentos e praticamente sem oposição. O grupo aliado, que aprovou o impeachment de Daniel Guerra (Republicanos) e que os elegerá, será governista e se torna vidraça. Estes vereadores, ainda que façam cobranças e se mostrem fiscalizadores, estarão diretamente atrelados à nova realidade na cidade. 

Lógico que lá adiante, quando a campanha eleitoral de outubro começar, poderá haver dissidências por interesses eleitorais, mas isso não eliminará a responsabilidade frente ao impeachment e seus desdobramentos.

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Do outro lado, estarão os agora ex-governistas Elisandro Fiuza e Tibiriçá Maineiri (ambos Republicanos) e Denise Pessôa (PT). Não se sabe se irão adotar uma postura mais dura. Já Renato Oliveira (PCdoB), que votou contra o impeachment, é próximo do grupo que será governo, tendo integrado a administração de Alceu Barbosa Velho (PDT). 

Deve-se destacar que nenhum outro partido se interessou em inscrever chapa por ser contra o impeachment e/ou por considerar que já são cartas marcadas. Mas, quem não se apresenta, lava as mãos. Caxias não pode ficar sem comando e sem ação, concordando ou não com a eleição indireta.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 08/01/2019Centro de cultura vai ser palco na votação no novo prefeito.(Lucas Amorelli/Agência RBS)
Eleição será na Casa da Cultura na manhã desta quinta-feiraFoto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Movimentos

:: Diante de tantas cobranças de diálogo feitas a Guerra, Cassina e Frizzo têm obrigação de realizar um governo aberto a críticas e a ouvir as demandas da população. As relações com a imprensa, principalmente por parte do prefeito, também precisam de abertura. 

:: Os novos prefeito e vice têm decisões a curto prazo a serem tomadas: tarifas do transporte coletivo urbano e da água.

:: Os apoiadores do impeachment estarão atentos a cada escorregão do novo governo, a exemplo do que faziam com Guerra?

:: Rafael Bueno (PDT) mudou de posição na última hora. Ontem à tarde, anunciou voto a favor de Cassina/Frizzo. Depois,  reviu, dizendo que está indefinido. Porém, o suplente Miguel Graziottin, que participa da sessão de hoje, diz que a posição do PDT é votar a favor.

:: MDB tenta se descolar do novo governo. Afirma em nota que, "se há nomes filiados ao MDB chamados para integrar o governo nesta transição, são escolhas pessoais do prefeito interino". E acrescenta: "O partido não indicou nem indicará nomes de filiados para constituição do governo de transição". Se no governo definitivo forem confirmados nomes da transição, ou, se o partido for chamado oficialmente a colaborar, o diretório municipal será convocado para decidir o caminho a ser trilhado.

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