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Mirante29/12/2019 | 19h02Atualizada em 29/12/2019 | 19h21

Vereador reage a críticas do PT de Caxias e diz que há obsessão do "pepismo" em se perpetuar

Sem citar nome, referência de Rodrigo Beltrão é ao deputado Pepe Vargas

Vereador reage a críticas do PT de Caxias e diz que há obsessão do "pepismo" em se perpetuar Facebook/Reprodução
Beltrão e Pepe em cena da campanha eleitoral de 2016 Foto: Facebook / Reprodução

O vereador Rodrigo Beltrão respondeu às críticas feitas pelo diretório municipal do PT diante de seu voto favorável ao impeachment de Daniel Guerra (Republicanos), que teve o mandato de prefeito cassado no último dia 22. Beltrão pretende deixar o PT na janela partidária do próximo ano, período em que é possível trocar de partido sem perder o mandato.

Beltrão não cita nome, mas a referência é  direta ao deputado estadual Pepe Vargas. Ele fala em "obsessão do pepismo" em se perpetuar no poder. Há anos a falta de espaço interno no PT, possibilitando o crescimento de outros nomes, é motivo de críticas. A primeira suplente do PT é a ex-vereadora Ana Corso, esposa de Pepe.

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— A obsessão do "pepismo" em perpetuar-se em todas as eleições e em todos os cargos colocou o PT no isolamento político a ponto de defenderem obstinadamente o ex-prefeito Guerra, notoriamente de viés fascista. Posso afirmar que, por má-fé ou por preguiça, não leram o parecer (do processo de impeachment), pois insistem em repetir o clichê de que não há crime de responsabilidade e realmente não há, pois, caso fosse, o ex-prefeito teria sido julgado pela Justiça nos ditames do artigo 1º do Decreto 201/67. Uma leitura atenta ao relatório e um banho de rua conversando com o povo certamente teria influenciado o "pepismo" num momento tão importante de nossa cidade, pois houve, sim, infrações político administrativas passíveis de cassação.

Aliado ao fascismo

Beltrão cita que Lenin, na obra "Esquerdismo, doença infantil do comunismo", discorre sobre a Teoria da ferradura, "que nos auxilia a entender como pode o 'pepismo' estar aliado ao fascismo na cidade, tudo em nome do radicalismo cego de uns que se negam a pensar e na ardilosidade carreirista de outro(s), sempre de olho atento a mais uma candidatura a prefeito".

O vereador prossegue:

— Lamentável que a cegueira tenha chegado a tal ponto de obstinação de atacar a quem sempre defendeu o partido. Apenas manifestei que no momento oportuno sairei de uma organização política que beira a uma seita messiânica, pois tenho sido perseguido dia e noite, como se obrigado fosse a servir ao "pepismo" eternamente. Apenas sigo coerente e isso certamente incomoda. Como diria o ditado: "Os cães ladram e a caravana passa".

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