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Mirante09/12/2019 | 21h24Atualizada em 09/12/2019 | 21h24

Prefeito de Caxias dribla Comissão Processante para ganhar tempo

Ausência não surpreendeu e argumento de viagem a Maceió, de 11 a 16 deste mês, causa mais desgaste 

Prefeito de Caxias dribla Comissão Processante para ganhar tempo Lucas Amorelli/Agencia RBS
Nem a procuradora-geral do município, defensora do prefeito, compareceu Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

A ausência do prefeito Daniel Guerra (Republicanos) no depoimento marcado pela Comissão Processante da Câmara de Vereadores, na manhã desta segunda-feira (9), foi o capítulo final e sem surpresa desta fase do processo de impeachment. Em março de 2018, Guerra também não compareceu quando transcorria o outro processo acolhido pela Câmara. 

Mas, desta vez, há um diferencial, que é o fato de nem a procuradora-geral do município e defensora de Guerra, Cássia Kuhn, ter ido ao Legislativo. Ao desafiar os vereadores, demonstrando descaso ao processo, a medida só piora a situação para o lado do prefeito na Câmara. As curvas dadas pelo prefeito e procuradora à comissão tentam ganhar tempo e evitar a votação neste ano ou alegar que não houve direito à ampla defesa. 

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São estratégias, mas pegam mal, porque os argumentos para o prefeito não comparecer aos depoimentos são fracos. Principalmente a justificativa de viagem a Maceió (AL) para participar de um novo congresso, de 11 a 16 deste mês. Soa como deboche. 

Independentemente de ser a favor ou contra o impeachment, uma expressiva parcela dos contribuintes caxienses está saturada dessas viagens sem comprovação de resultados para a cidade e que têm se transformado no pagamento de diárias em série.

Nesta segunda, Guerra e a procuradora estiveram com o governador Eduardo Leite (PSDB). Ainda que tenha sido um contato rápido,que teve como tema o novo aeroporto, é justificável. O prefeito, que nunca prestigia os eventos em sua cidade, também foi participar da posse da nova administração do Tribunal de Contas do Estado. É válido. Porém, essa história de ter que ir a Maceió e não poder cancelar, é de doer.

Prefeito Daniel Guerra e procuradora Cássia Kuhn com governador Eduardo Leite
Guerra esteve com governador para falar sobre o futuro aeroportoFoto: Mateus Argenta / Divulgação

Depois do mal-estar

O encontro de Guerra e Leite é resultante do mal-estar provocado pela declaração do secretário do Planejamento, Fernando Mondadori, sobre as desapropriações para o aeroporto.  

Mondadori havia dito que "o Governo do Estado se colocou à disposição, mas é uma disposição que está só no ofício. Você não vê nenhum movimento, nenhuma ação de fato para apoiar o projeto".

Guerra apresentou uma proposta para o governo do Estado: carência de 24 meses e 96 parcelas para o pagamento.

— Nós sabemos das dificuldades do Estado neste momento — suavizou o prefeito.

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