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Mirante14/11/2019 | 14h04Atualizada em 14/11/2019 | 14h04

Polêmica envolvendo Parada Livre em Caxias do Sul tem fundo político

Organização do evento tem ligação com adversários do prefeito Daniel Guerra

Polêmica envolvendo Parada Livre em Caxias do Sul tem fundo político Montagem sobre fotos de Luiz Chaves / Divulgação, Banco de Dados/Divulgação, Banco de Dados
Alceu no palanque da Parada em 23 de outubro de 2011 e Sartori homenageado na edição de 30 de setembro de 2012 Foto: Montagem sobre fotos de Luiz Chaves / Divulgação, Banco de Dados / Divulgação, Banco de Dados

A tentativa da prefeitura de Caxias de derrubar a liminar concedida pela Justiça, que permitiu a realização da Parada Livre na Rua Marquês do Herval, junto à Praça Dante Alighieri, no próximo domingo, embora não surpreenda por se tratar do Governo Daniel Guerra (Republicanos), reforça a tese de discriminação. Essa imagem resulta especialmente pelo tempo gasto com a dedicação do município a esse tema, enquanto tantos outros problemas proliferam na cidade. 

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Quando fala em "custo adicional" para a gestão, o prefeito deveria ser o primeiro a dar o exemplo e abrir mão de suas diárias nas viagens pelo país (e até devolver as que já recebeu) em que esteve participando de seminários e congressos, uma vez que nada é divulgado e comprovado sobre resultado e aplicabilidade na comunidade. 

A polêmica, na verdade, tem fundo político. A organização da Parada Livre tem ligação com os adversários de Daniel Guerra. É importante relembrar alguns episódios em um breve resumo. 

Relembre 

Em 2012, ano em que Alceu Barbosa Velho (PDT) foi candidato a prefeito (e venceu), a Parada Livre ocorreu em 30 de setembro. O primeiro turno foi em 7 de outubro. Na ocasião, houve forte repercussão em função de ter sido divulgada como a 12ª edição. Em 2011, havia ocorrido a 10ª Parada. O 12 é o número do PDT. 

No palco do evento, o então prefeito José Ivo Sartori (MDB) foi homenageado. Sandro Maurício da Silva, representante do movimento, foi CC de Sartori e de Alceu.

Em 2016, ano em que Daniel Guerra concorreu a prefeito contra Edson Néspolo (PDT) no segundo turno, o advogado da Parada Livre e membro da organização Jair Zauza era presidente do PROS. O partido coligou com Néspolo.

Edson Néspolo na Parada Livre, em Caxias do Sul. Evento foi realizado em 23/10/2011
Edson Néspolo no evento em 23 de outubro de 2011Foto: Luiz Chaves / Divulgação

Some-se a essas questões, o apoio de adversários na Câmara de Vereadores. É o caso do vereador Rafael Bueno (PDT), que fez indicação para que o Legislativo homenageie a Parada Livre com a Comenda Percy Vargas de Abreu e Lima.  Zauza esteve na Câmara nesta semana divulgando o evento.

Além disso, Guerra visa garantir o apoio de evangélicos. Não é à toa que a reação é apenas à Parada Livre, sem qualquer manifestação que atinja a Marcha para Jesus —  atividade que, obviamente, também pode ser realizada pelas ruas da cidade.

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